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sexta-feira, 11 de junho de 2010

A frota de Gaza e os limites da força...


Por 2.000 anos, os judeus só conheciam a força da força em forma das chibatadas que lhes eram aplicadas. Há algumas décadas, porém, nos tornamos capazes de também exercer a força. Seu poder, no entanto, nos embriagou incontáveis vezes. Incontáveis vezes imaginamos que é possível resolver todo grande problema que encontramos por meio da força.
Como diz um provérbio, para o homem que carrega um grande martelo, todo problema tem jeito de prego. No período anterior à fundação do Estado, larga proporção da população judaica na Palestina não compreendia os limites da força e imaginava que fosse possível usá-la para atingir qualquer objetivo.
Por sorte, durante os primeiros anos de Israel, líderes como David Ben Gurion e Levi Eskhol sabiam muito bem que a força tem seus limites e cuidavam em não ultrapassar essas fronteiras.
Mas, desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel sofre de uma fixação pela força militar. O lema é: aquilo que não pode ser realizado pela força pode ser realizado por uma força ainda maior.
O cerco de Israel à faixa de Gaza é um dos fétidos produtos dessa visão. Origina-se da errônea suposição de que o Hamas pode ser derrotado pela força das armas, ou, em termos mais gerais, que o problema palestino pode ser esmagado em lugar de resolvido.

O HAMAS É UMA IDEIA
Mas o Hamas não é apenas uma organização terrorista. O Hamas é uma ideia. Uma ideia desesperada e fanática nascida da desolação e da frustração de muitos palestinos.
E ideia alguma jamais foi derrotada pela força nem por bloqueios, nem por bombardeios, nem soterrada sob as esteiras dos tanques de guerra ou atacada por forças especiais da Marinha. Para derrotar uma ideia é preciso oferecer uma ideia melhor, mais atraente e mais aceitável.
A única maneira de remover o Hamas é que Israel chegue rapidamente a um acordo com os palestinos para o estabelecimento de um Estado independente na Cisjordânia e na faixa de Gaza, tais como definidas pelas fronteiras de 1967, com capital em Jerusalém Oriental. Israel precisa assinar um acordo de paz com Mahmoud Abbas e seu governo e, com isso, reduzir o conflito entre Israel e os palestinos a um conflito entre Israel e a faixa de Gaza.
E o último só poderá ser resolvido, em última análise, pela integração entre o Fatah, de Abbas, e o Hamas. Mesmo que Israel capture uma centena de outros navios rumo a Gaza, mesmo que envie soldados para ocupar Gaza mais uma centena de vezes, não importa quantas vezes Israel use suas Forças Armadas, polícia e forças clandestinas, não haverá como resolver o problema.

NÃO ESTAMOS SÓS
O problema é que não estamos sós nesta terra, e os palestinos não estão sós nesta terra. Não estamos sós em Jerusalém, e os palestinos não estão sós em Jerusalém. Até que nós, israelenses e palestinos, reconheçamos as consequências lógicas desse simples fato, viveremos todos em permanente estado de sítio: Gaza sob sítio israelense, e Israel sob sítio árabe e internacional.
Não desconsidero a importância da força. A força militar é vital para Israel. Sem ela não seríamos capazes de sobreviver nem por um dia. Ai do país que desconsidere a eficácia da força. Mas não podemos nos permitir esquecer nem por um momento que a força só é efetiva de modo preventivo para impedir a destruição de Israel, proteger nossas vidas e nossa liberdade.
Cada tentativa de usar a força não para fins preventivos, ou de autodefesa, e sim como forma de esmagar problemas e esmagar ideias conduzirá a novos desastres, como aquele que causamos para nós mesmos em águas internacionais, no alto-mar, ao largo das costas de Gaza.

Texto de AMOZ ÓZ na Folha de São Paulo de 02/06/10
Nascido em Jerusalém em 1939, Amós Oz é escritor e jornalista. Publicou 18 livros, traduzidos para cerca de 30 idiomas. Um dos fundadores do Movimento "Paz Agora", representa a chamada esquerda engajada, favorável à criação do Estado palestino. Ensina literatura hebraica na Universidade Ben GurionTradução de PAULO MIGLIACCI

A "outra China"

A China não caberá na China! Não há água, não há solo, não há energia no território chinês para sustentá-lo. Ela precisará de outra China!

O Partido Comunista Chinês desenvolve uma política de acomodação para manter o controle interno. E pensa 40 anos à frente para prosseguir no seu bem-sucedido programa de desenvolvimento.
Testemunhas verazes mostram que na China o debate de ideias em ambiente fechado (na academia) é relativamente livre. A situação muda radicalmente quando a contestação é pública ou organiza o pensamento dissidente. Até quando esse mecanismo vai funcionar numa sociedade cuja afluência cresce a olhos vistos, é uma questão em aberto.
Sobre o que se tem certeza é que os recursos naturais da China não serão capazes de sustentar a produção de bens e serviços necessários para uma população de 1,7 bilhão em 2050 (se a população crescer à taxa de 0,5% ao ano) com uma renda per capita da ordem de US$ 71 mil -em dólares de 2009 (se o crescimento per capita for de apenas 6%).
Isso, grosseiramente, representa quase 1,7 vez o PIB mundial de 2009! Sua simples menção mostra que, com sua população e seu "projetado" crescimento, a China não caberá na China! Não há água, não há solo, não há energia no território chinês para sustentá-lo. Ela precisará de outra China!
É exatamente isto o que ela está fazendo: transformando as suas extraordinárias reservas de dólares (mais de US$ 2,5 trilhões) em ativos reais.
Compra na América Latina e na África terras para cultivar cereais (e eventualmente biocombustíveis) e explorar recursos minerais (minério de ferro, cobre etc.).
Empresta a empresas petrolíferas com garantia de suprimento. O mesmo que fizeram as velhas metrópoles nas suas colônias e no mundo emergente. Mas há uma diferença importante: a exploração colonial era intermediada por empresas privadas sob a tutela soberana.
No caso da China, é o próprio Estado soberano que, por intermédio de empresas estatais, se apropria (pela compra ou por empréstimo) de ativos reais em outros países soberanos. É a isso que assistimos diariamente no Brasil!
Mas por que essa preocupação? Primeiro, porque é duvidoso que isso não viole a nossa Constituição.
Segundo, porque poderá vir a constituir uma limitação ao exercício de nossa política econômica, o que, eventualmente, poderá gerar graves contenciosos diplomáticos.
E, terceiro, porque, no longo prazo, oferecerá vantagem comparativa à China, que, sem intermediação dos mercados, fará uma ligação direta entre o suprimento e a sua demanda, certamente abaixo dos preços internacionais e em prejuízo do país fornecedor colonizado.

A caminho de um Estado policialesco.

O Brasil parece andar para trás. Enquanto, no mundo inteiro, a tecnologia vem trazendo avanços inimagináveis às investigações policiais, tornando-as mais eficientes, os nossos legisladores, com a sanção do presidente Lula, deram um prêmio à morosidade policial brasileira, fomentando a instituição de um Estado policialesco, em desfavor da cidadania, com a edição da Lei n.º 12.234, do dia 5 de maio, que alterou a prescrição durante as investigações policiais.
A prescrição impõe ao Estado um prazo máximo para perseguir pessoas acusadas de um crime, havendo, em nossa Constituição, somente duas exceções: o crime de racismo e a ação de grupos armados contra o Estado democrático. O Estatuto de Roma também tornou imprescritível o crime de tortura praticado durante ataque generalizado ou sistemático contra qualquer população civil.
Embora existam críticos afirmando que a prescrição seria um prêmio para o criminoso pela ineficiência estatal, uma recompensa para o que fugiu, castigando duramente o que não soube ou não quis fugir, ela é fundamental em toda democracia.
Isso porque os prazos prescricionais impõem que o Estado efetivamente se movimente para investigar crimes, sob pena de perder o poder de fazê-lo, diminuindo assim as chances de erro judiciário, já que, com o tempo, as provas vão se tornando mais frágeis. A prescrição evita, também, que cidadãos sejam eternamente perseguidos, mesmo porque, como dizia Rui Barbosa, "justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta", perdendo o sentido. Tudo em respeito à vítima e a seus familiares, à sociedade e até mesmo ao próprio cidadão investigado, presumido inocente, que têm, todos, o direito a um julgamento em prazo razoável.
Sem o devido debate, essa lei acabou com o curso do prazo prescricional para as investigações policiais com base na pena que, concretamente, venha a ser aplicada em futura condenação. É a chamada prescrição retroativa (artigo 110 do Código Penal).
A partir de agora, cidadãos podem ser investigados pela polícia, sem prescrição, por mais de uma década depois da data do suposto crime, violando-se a garantia constitucional de julgamento em prazo razoável.
Assim, se a pena máxima do crime for superior a quatro anos (como no caso de estelionato, cuja pena é de um a cinco anos), o inquérito policial poderá arrastar-se por até 12 anos; se a pena máxima for de oito anos (de que é exemplo um simples crime de furto com emprego de chave falsa, rompimento de obstáculo, abuso de confiança ou mediante concurso de duas pessoas, cuja pena é de dois a oito anos), poderão ser 16 anos de inquérito!
Tratando-se dos crimes mais graves, com pena máxima acima de 12 anos, as investigações policiais poderão durar 20 anos, o que é um despropósito, já que, nesses casos, estamos diante de delitos que, justamente pela sua gravidade, merecem empenho ainda maior da polícia, o que não é compatível com duas décadas de investigação.
Tudo sem prescrição, ainda que a pessoa acabe sendo condenada por uma pena inferior à máxima, com prazo prescricional muito menor.
A verdade nua e crua é que com a Lei n.º 12.234 se deu à Polícia Federal e às polícias estaduais poder para perseguir cidadãos por muito mais tempo do que podem durar as próprias ações penais. Isso porque, para os juízes, continua a existir a prescrição retroativa com base na pena aplicada, demandando deles um mínimo de agilidade nos processos, em prol da cidadania.
Essa alteração legislativa atinge também as investigações que o Ministério Público Federal e os Ministérios Públicos Estaduais têm feito mediante os chamados Procedimentos Criminais Diversos, cuja constitucionalidade está pendente de julgamento na Suprema Corte.
Nesses moldes, a polícia e o Ministério Público não têm mais preocupação com a prescrição. Todos poderão demorar décadas para apurar a autoria e a materialidade de uma infração penal, seja mediante o tradicional inquérito policial, seja por meio dos aludidos procedimentos investigatórios.
Ora, se os inquéritos policiais já se arrastavam pelos escaninhos das delegacias de polícia e dos Fóruns por anos, com a ameaça da prescrição - que impunha, bem ou mal, ao menos uma preocupação dos promotores de Justiça e dos procuradores da República em cobrar da polícia o término das investigações -, agora, com a nova regra, é que os inquéritos não vão andar mesmo. Igualmente, os procedimentos criminais diversos do próprio Ministério Público poderão arrastar-se por décadas.
Lamentamos que, sob o discurso de evitar a impunidade, em vez de se aparelhar a polícia e dela exigir eficiência, se tenha concedido verdadeiro estímulo à letargia policial, somado ao excesso de poder no tempo. O mesmo se aplica ao Ministério Público, que, a partir de agora, poderá demorar 12, 16 ou até 20 anos para oferecer uma denúncia!
É a inversão de tudo, e com ofensa ao direito dos cidadãos, presumidos inocentes, de serem julgados em prazo razoável, como manda a Constituição.
Afinal, não tem cabimento o delegado de polícia e o Ministério Público poderem demorar muito mais tempo para terminar uma investigação e oferecer denúncia do que o juiz para julgar um processo. Processo criminal, este, muito mais complexo do que uma investigação, por exigir ampla defesa e contraditório.
É fundamental estarmos atentos, e de olhos bem abertos, para que modelo de controle social desejamos para o Brasil de amanhã, sobretudo por estar em trâmite legislativo um novo Código de Processo Penal.
O atual governo, pela força dada à Polícia Federal, de que também é exemplo essa grande ampliação dos prazos para os inquéritos policiais, tem corrido o risco, a cada dia que passa maior, da instituição, em nosso país, de um Estado policialesco.


Texto de Roberto Delmanto Junior, advogado, professor da FGV, coautor do "Código Penal Comentado" (2010), conselheiro da OAB-SP, n' O Estado de São Paulo de 02/06/10.

Cientistas responsabilizam celular por desaparecimento de abelhas.


O desaparecimento de abelhas que alarmou a Europa e a América do Norte está sendo creditado, por alguns cientistas, ao crescimento do uso dos celulares, segundo o site do jornal britânico "Daily Telegraph".

De acordo com o site, a Grã Bretanha teve uma queda de 15% na sua população de abelhas nos últimos dois anos.Pesquisadores da Universidade Punjab dizem que a radiação dos telefones celulares é um fator chave no desaparecimento e alegam que isso está envolvendo nos sentidos de navegação das abelhas.
Segundo o "Daily Telegraph", os cientistas fizeram um experimento durante três meses e compararam a situação das abelhas que estavam coexistindo com os celulares com as que não estavam.
As que estavam no ambiente com radiação de celular tiveram uma queda dramática no tamanho de sua colmeia e redução do número de ovos postos pela abelha rainha.
As abelhas também pararam de produzir mel.
Da Folha.com

Você pode estar sofrendo da Doença do Aspartame Parte 1.



VOCÊ SOFRE DE:?
- Dor de cabeça
- Dor da cabeça aos pés
- Depressão
- Tonteira
- Dor ou queimação no estomago
- Dor na ATM - Articulação Temporo Mandibular (articulação da boca)
- Tensão nos ombros, ou até em todos os músculos do corpo
- Insônia ou muita moleza
- Você também pode estar inchado, ou sentindo os músculos "moles"
- Sua visão pode estar borrada, turva
- E de repente você pode ter ficado com dificuldades na escola,
- Ou pensa que sua idade está acabando com a sua memória,
- Zumbido, convulsões, taquicardia?
- Está tendo problemas de pressão arterial e não consegue estabilizar.

Você pode estar sofrendo da Doença do Aspartame, ou da Doença do Glutamato Monossódico, ou ate das duas.

Para diabéticos o consumo de Aspartame é ainda pior. Os sintomas são mais graves e ainda dificulta o controle da glicemia.

Até sintomas de Alzheimer, Esclerose Múltipla e Mal de Parkinson estão acontecendo.

Se você está grávida ou pretende engravidar. Se você está amamentando. Por favor, retire imediatamente estas substâncias da sua alimentação.

Seu bebe não dorme, chora muito, é agitado, tem muitos gazes? Procure se você não está usando algumas destas substâncias, mesmo que seja só um pouquinho. Elas passam para o leite.

Já foi a todo tipo de medico,
Já fez todo tipo de exame,
Ninguém descobre o que você tem.

Pode ser até que você esteja tomando remédios neurológicos ou psiquiátricos para pelo menos tentar melhorar os sintomas.

Pode ser que você esteja tomando antiinflamatórios, algumas vezes, corticóides. E você não melhorou, pouco melhorou, ou até piorou.

Ainda que às vezes você tenha sido diagnosticado com "síndrome da fadiga crônica", ou "fibromialgia".

Você pode estar sofrendo da Doença do Aspartame, ou da Doença do Glutamato Monossódico, ou ate das duas. Ou pelo menos tendo seus sintomas piorados.

Doce Veneno - Aspartame - Parte 2 -




Mas, e dá pra confiar, tão cegamente, na Ciência?

Desde que comecei a pesquisar sobre aspartame e fibromialgia, tenho todo cuidado em avaliar bem as minhas fontes. Mas isso também não significa que confio piamente em tudo que é publicado nos famosos jornais médicos.

Ano passado, o British Medical Journal, conceituadíssimo, publicou um editorialdefendendo a segurança do uso do aspartame. Interessante é que eu percebi que a sua primeira referência é do Aspartame Information Center, site do “The Calorie Control Council”, associação internacional que representa a indústria de bebidas e alimentos diet e de baixa caloria.

Não parece que existe aí um imenso “conflito de interesses”? desde quando a indústria tem credibilidade para ser citada num editorial que defende produtos produzidos por ela?

Em carta, também publicada no British Medical Journal com o título de Aspartame e seus efeitos na saúde - Estudos financiados independentemente encontraram potenciais efeitos adversos , o Dr. John Briffa critica o editorial do BMJ:

“Essa revisão é particularmente preocupante porque mostra que, enquanto 100% dos estudos financiados pelas indústrias (integral ou parcialmente) concluiram que o aspartame é seguro, 92% dos estudos financiados independentemente encontraram potenciais efeitos adversos”, afirma Dr. John Briffa. Antes que digam que esse médico não é respeitável, vale informar que ele tem artigos publicados pelo próprio BMJ, adorado pelos defensores da “Ciência acima de tudo”.

Eu não sou a única que questiona a “verdade definitiva” das pesquisas cientificas. Uma revisão feita pelo epidemiologista John Ioannidisa, em 49 estudos altamente citados (portanto considerados excelentes referências), resultou que 14 deles foram contraditos ou relativizados por pesquisas posteriores, como divulgado na revista Discover.

Como os pacientes podem lidar com essa confusão? “Nós deveriamos mudar nosso modo de pensar sobre resultados significantes estatisticamente, para o que eu chamaria de um resultado com credibilidade,” disse Ioannidis. “Não há nada demais em afirmar que as pesquisas publicadas nos jornais médicos não são 100% corretas. Não existe pesquisa perfeita.”

Ioannidis orienta seus pacientes a protegerem-se mantendo uma postura crítica em relação aos conselhos dados por seu/sua médico(a). “Pergunte não apenas ‘isso é bom pra mim?’ mas ‘qual a certeza disso’?”

Quase todo mundo sabe sobre o desastre que foi o uso da talidomida. Recentemente, oVioxx foi recolhido. O Ambien, um tranquilizante extremamente usado, por aqui, pode fazer as pessoas virarem sonâmbulas, ao ponto de entrar no carro e dirigir. Todos esses medicamentos, em certo ponto, tiveram pesquisas cientificas, garantindo sua segurança, por isso foram liberadas. Assim como o aspartame, atualmente.

Não estou dizendo que não se pode confiar na ciência, senão voltaríamos aos tempos de Galileu. Mas apenas lembrando que devemos sempre ser críticos em relação a qualquer afirmação que vá interferir tão gravemente em nossas vidas, mesmo quando vinda das fontes mais seguras.

É onde entra o bom senso em relação ao “custo benefício”. Eu não posso garantir que o aspartame foi o agente catalizador da minha fibromialgia. Mas, considerando que existe uma possibilidade e que, eu não acordo uma único dia sem sentir alguma dor em algum lugar do corpo… se pudesse voltar no tempo, eu jamais arriscaria. Por isso, me interesso tanto em divulgar esse tema e até criei mais um blog, apenas para divulgar artigos sobre aspartame.

Claro que, se você tem diabete e precisa de um adoçante, essa pode ser sua única opção. Não sei, e esse é outro universo enorme a ser pesquisado, não teria tempo para isso. Mas, mesmo sabendo que todos adoçantes têm contra-indicações, eu conversaria com meu/minha médico(a) sobre a possibilidade de usar outro produto.

Mas, o que é o aspartame?O aspartame é uma neurotoxina, ou seja, uma droga que ataca o sistema nervoso. Sua molécula é dividida em três componentes: ácido aspártico, fenilalanina e metanol.

Sabe-se que o ácido aspártico, em grande quantidade, pode causar lesões cerebrais, segundo experiências feitas com animais.

A fenilalanina, existente no aspartame, também é neurotóxica, quando isolada dos outros aminoácidos das proteínas. Bloqueia a produção de serotonina, que é uma das substâncias, no cérebro, responsáveis por regular o sono. Quando a gente tem baixos níveis de serotonina, pode ter insônia, depressão, angústia, mau humor e até sintomas de paranóia. Uma das características comuns aos pacientes com fibromialgia (que não é uma doença apenas psicossomática), são os baixos índices de serotonina, como afirma o site fibromialgia.com.br, apoiado pela Sociedade Brasileira de Reumatologia. Pura coincidência?!

Finalmente, o metanol converte-se, depois de ingerido, em formaldeído e ácido fórmico(principal componente do veneno da picada das formigas) e é conhecida como uma substancia cancerígena.

Quem consome a quantidade certa?

Aparentemente, essas substâncias, nas quantidades máximas indicadas, não fazem mal. Acontece que, com o uso do aspartame em mais de 3.000 produtos, se a gente passa a usar tudo “diet”, é difícil saber a quantidade ingerida diariamente.

Isso se essa informação fosse disponível, né? há poucos dias, o IDEC divulgou umestudo que alerta para consumo excessivo produtos diet e light. Analisando amostras de 24 adoçantes, 25 bebidas dietéticas e quatro sucos em pó, o IDEC descobriu que nenhum deles informa o limite máximo de consumo por dia, chamado de Ingestão Diária Aceitável (IDA).

Outra questão a se considerar é a interação entre vários produtos. Alguns cientistasacreditam que o aspartame, sozinho, pode não ser tóxico, mas ele é sempre usado com uma grande quantidade de outros aditivos e aí, quem conhece os efeitos dessas interações?

Portanto, é fácil dizer que o aspartame isolado e nas quantidades ideais é seguro, ainda mais quando a indústria financia a maioria das pesquisas… dá pra arriscar?

Algumas pesquisas sobre aspartame

Não é por causa delas que eu parei de consumir esse produto, mas pela minha experiência própria. Por ter observado uma grande piora nos meus sintomas de fibromialgia, quando consumia esses produtos e por ter sido advertida pelo meu médico (que atua na área há 40 anos), que o aspartame pode desencadear crises de fibromialgia, sim.

Mas, não custa nada mostrar que, ao contrário do que se afirma, também existem pesquisas que mostram riscos do consumo desse produto.

* Aspartame induces lymphomas and leukaemias in rats (Centro de Pesquisas sobre o Câncer, Fundação Européia de Oncologia e Ciências Ambientais, Bolonha, Itália)

Esse estudo causou uma enorme reação por parte da indústria de adoçantes e por causa dele, foi escrito o editorial do BMJ (sobre o qual falei acima), defendendo o produto.

Depois de estudar 1,8 mil ratos, durante oito anos, a equipe de pesquisadores italianos concluiu que o aspartame pode ter efeitos cancerígenos. O estudo foi anunciado em julho do ano passado e publicado em março de 2006, na revistaPerspectivas de Saúde Ambiental do Departamento de Saúde dos Estados Unidos.

Veja a entrevista “O aspartame é cancerígeno, sim”, em português, com o cientista responsável por esse estudo, na revista Terramerica, apoiada peloPrograma das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
* Aspartame ingestion and headaches: a randomized crossover trial (Estudo do Departmento de Epidemiologia da Escola de Saúde Pública e Medicina Comunitária da Universidade de Washington, Seattle e publicado pela Academia Americana de Neurologia)

Esse experimento eferece evidências de que algumas pessoas são particularmente suscetíveis a dores de cabeça causadas por aspartame e deveriam limitar o seu consumo.
* Aspartame as a dietary trigger of headache (Publicado no “Jornal de Dores de Cabeça e Face”)

Numa avaliação de 171 pacientes, 49.7% creditam sua dor de cabeça a uso de álcool, 8.2% ao consumo de aspartame e 2.3% a carboidratos. Os pesquisadores concluiram que “o aspartame pode ser um importante ativador dietético de dor de cabeça em algumas pessoas”.
* The Effect of Aspartame on Migraine Headache (Publicado no “Jornal de Dores de Cabeça e Face”)

Esse estudo controlado, onde foi oferecido placebo e aspartame, encontrou um “significante aumento na frequência da enxaqueca”, naqueles que consumiram aspartame.
* Synergistic interactions between commonly used food additives in a developmental neurotoxicity test (Departamento de Anatomia Humana & Biologia celular e Departamento da Terapia e Farmacologia da Universidade de Liverpool, Inglaterra)

A exposição a aditivos em alimentos não nutritivos durante momentos críticos do desenvolvimento tem sido considerado como fator de indução e agravamento de desordens de comportamento como transtorno de atenção e hiperatividade. Ainda que se acredite que o uso de um único aditivo ailmentar nas concentrações regulamentadas seja relativamente seguro, em termos de desenvolvimento neurológico, o efeito das suas combinações continua desconhecido. Nesse estudo, percebeu-se que a interação de aditivos químicos, entre eles o aspartame, pode ter efeitos neurotóxicos.
* The effect of aspartame metabolites on human erythrocyte membrane acetylcholinesterase activity (Departamento de Fisiologia Experimental, Escola Médica da Universidade de Atenas, Grécia.)

Concluiu-se que o consumo de produtos com baixas concentrações de aspartame pode ser seguro, mas sintomas neurológicos, inclusive de aprendizagem e memória podem estar relacionados a concentrações altas ou tóxicas de adoçantes artificiais.

Atualização: Que liberdade a ignorância traz??Meu desejo de divulgar as informações a que tenho acesso sobre o aspartame não tem nada a ver com “paranóia” e nem sou nem um pouquinho menos “feliz” por me preocupar com as consequências do que estou ingerindo, pra minha saúde. Muito pelo contrário. Tomar um pouco mais de controle do meu corpo é empoderador.

Isso se chama consciência. Ainda que nem sempre consiga, estou tentando evitar enlatados, comer o máximo de orgânicos, cortar os adoçantes. Tudo sem estresse. Mas sem ignorância também. Descobri que não adianta brincar de “faz de conta que não faz mal”.

Do blog Síndrome de Estocolmo

http://sindromedeestocolmo.com/archives/2006/07/doce_veneno_asp.html/

Buda sorridente!‏recebi da minha amiguxa , alessandra baronowsky.dona do Gatill Belluno.Estou repassando.


Dizem que todas as vezes que se recebe este Buda e o repassa, vem um dinheiro extra ou uma notícia muito boa! O Buda do dinheiro!



Este é o buda do dinheiro



Envie-o a 6 amigos ou familiares Um dinheiro aparecerá em 4 dias.



Se enviá-lo a 12 amigos ou familiares,
um dinheiro aparecerá em 2 dias.



Não é jogo!



Você terá uma sorte financeira inesperada.



E, se você não mandar... nunca ficará sabendo...