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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O PODER DO SAL GROSSO


O sal grosso é considerado um potente purificador de ambientes.
Povos distintos usam o sal para combater o mau-olhado e deixar a casa a salvo de energias nefastas.
O sal é um cristal e por isso emite ondas eletromagnéticas que podem ser medidas pelos radiestesistas. Ele tem o mesmo cumprimento de onda da cor violeta, capaz de neutralizar os campos eletromagnéticos negativos.
Visto ao microscópio, o sal bruto revela que é um cristal, formado por pequenos quadrados ou cubos achatados.
As energias densas costumam se concentrar nos cantos da casa. Por isso, colocar um copo de água com sal grosso ou sal de cozinha equilibra essas forças e deixa a casa mais leve.
Para uma sala média onde não circula muita gente, um copo de água com sal em dois cantos é suficiente. Em dois ou três dias já se percebe a diferença. Quando formam-se bolhas é hora de renovar a salmoura.
A solução de água e sal também é capaz de puxar os íons positivos, isto é, as partículas de energia elétrica da atmosfera, e reequilibrar a energia dos ambientes. Principalmente em locais fechados, escuros ou mesmo antes de uma tempestade, esses íons têm efeito intensificador e podem provocar tensão e irritação.
A prática simples de purificação com água e sal deve ser feita a menor sensação de que o ambiente está carregado, depois de brigas ou a noite no quarto, para que o sono não seja perturbado.
Banho de sal grosso e o antigo escalda-pés (mergulhar os pés em salmoura bem quente) tem o poder de neutralizar a eletricidade do corpo. Para quem mora longe da praia é um ótimo jeito de relaxar e renovar as energias.
Já foi considerado o ouro branco (salmoura para conservar alimentos).
Os povos foram desenvolvendo técnicas de usar o sal, como as abaixo descritas:
Uma pitada de sal sobre os ombros afasta a inveja.
Para espantar o mau-olhado ou evitar visitas indesejáveis, caboclos e caipiras costumam colocar uma fileira de sal na soleira da porta ou um copo de salmoura do lado esquerdo da entrada. A mistura de sal com água ou álcool absorve tudo de ruim que está no ar, ajuda a purificar e impede que a inveja, o mau-olhado e outros sentimentos inferiores entrem na casa.
Depois de uma festa, lavar todos os copos e pratos com sal grosso para neutralizar a energia dos convidados, purificando a louça para o uso diário.
Tomar banho de água salgada com bicarbonato de sódio descarrega as energias ruins e é relaxante. O único cuidado é não molhar a cabeça, pois é aí que mora o nosso espírito e ele não deve ser neutralizado.
Na tradição africana, quando alguém se muda, as primeiras coisas a entrar na casa são: um copo de água e outro com sal. Usam sal marinho seco, num pires branco atrás da porta para puxar a energia negativa de quem entra. Também tomam banho com água salgada com ervas para renovar a energia interna e a vontade de viver.
No Japão, o sal é considerado poderoso purificador. Os japoneses mais tradicionais jogam sal todos os dias na soleira das portas e sempre que uma visita mal vinda, vai embora.
Símbolo de lealdade na luta de sumô, os competidores jogam sal no ringue para que a luta transcorra com lealdade.
Use esse poderoso aliado! É barato, fácil de encontrar e pode te ajudar em momentos de dificuldade energética e esgotamento.
Texto extraído da Revista Bons Fluidos

Organismo vivo Publicado em 11/01/2011 por Celso Dobes Bacarji

As abelhas estão sendo atingidas também pelo estresse imposto pelo domínio das atividades humanas. As monoculturas extensivas, a mecanização, a biotecnologia, a aceleração dos processos, dos transportes, da comunicação, atingem todo o ecossistema. Elas têm sido submetidas a regimes de trabalho altamente estressantes, especialmente nos EUA e na Europa, onde as empresas se especializaram no comércio do serviço de polinização. Centenas de enxames são transportados durante o ano todo, para polinizarem lavouras nos mais diversos pontos dos Estados Unidos, quebrando o ciclo natural de produção das colméias.Assine a petição de emergência e envie-a para todo mundo, ela será entregue pelo Avaaz aos governantes responsáveis:

https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees/?vl

Leia mais:

Itália proibe agrotóxicos neonicotinóides associados à morte de abelhas:
http://www.ecodebate.com.br/2008/09/22/italia-proibe-agrotoxicos-neonicotinoides-associados-a-morte-de-abelhas/

Pesquisadores alertam para danos de insumos químicos aos polinizadores:

http://envolverde.com.br/materia.php?cod=85126&edt=

O desaparecimento das abelhas melíferas:

http://www.naturoverda.com.br/site/?p=180

Alemanha proíbe oito pesticidas neonicotinóides em razão da morte maciça de abelhas:
http://www.ecodebate.com.br/2008/08/30/alemanha-proibe-oito-pesticidas-neonicotinoides-em-razao-da-morte-macica-de-abelhas/

Campos silenciosos:

http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/campos_silenciosos_imprimir.html

Campos silenciosos









Um conjunto de fatos ainda não dimensionados, mas que deve incluir de ácaros a vírus, e pesticidas agrícolas, está diminuindo a sonoridade do vôo de abelhas e outros polinizadores, produzindo um efeito que os pesquisadores estão chamando de distúrbio do colapso de abelhas
por Diana Cox-Foster e Dennis VanEngelsdorp----------------Dave Hackenberg ganha a vida transportando abelhas européias: ele coloca as colméias no caminhão e segue de campo em campo, polinizando culturas tão diversas quanto melões na Flórida, maçãs na Pensilvânia, mirtilos no Maine e amêndoas na Califórnia, movimentando-se ao longo da Costa Leste e, com freqüência, de costa a costa.

Repetindo a rotina dos últimos 42 anos, no outono de 2006, ele migrou com a família e as abelhas da casa de verão, no centro da Pensilvânia, para o abrigo de inverno na Flórida central. Os insetos haviam acabado de cumprir a obrigação, polinizando floradas de abóbora na Pensilvânia e agora pegariam o último fluxo de néctar dos picões pretos na Flórida. Segundo Hackenberg, quando ele verificou os polinizadores, a colméia “fervia” de insetos. Porém, ao retornar um mês depois, fi cou horrorizado. A maioria das colônias restantes sofreu perdas de inúmeras operárias. Restaram apenas as operárias jovens e a rainha, que pareciam saudáveis; mais da metade das 3 mil colméias estava completamente vazia, embora não houvesse abelhas mortas à vista. “Era como uma cidade fantasma”, contou Hackenberg quando nos telefonou buscando uma explicação para o desaparecimento misterioso.

Imediatamente, nós e outros pesquisadores organizamos uma equipe de trabalho interdisciplinar que, em dezembro de 2006, descobriu o fenômeno e mais tarde denominou-o distúrbio do colapso das colônias, ou CCD em inglês. Curiosamente, as colônias de Hackenberg pararam de morrer na primavera seguinte, mas na época apenas 800 dentre as originais 3 mil colônias sobreviveram. Conforme Hackenberg trocava informações com outros colegas de todo o país, ficou evidente que não estava sozinho. Uma pesquisa conduzida por nossa equipe, na primavera de 2007, revelou que um quarto dos apicultores americanos sofrera perdas semelhantes, e mais de 30% de todas as colônias foram perdidas. No inverno seguinte a mortandade recomeçou e se expandiu, chegando a 36% dos apicultores americanos. Relatos de grandes perdas também surgiram da Austrália, Brasil, Canadá, China, Europa e outras regiões. Não há dados recentes ainda, mas alguns apicultores relatam que houve colapso de colônias neste inverno também.

Essa perda de abelhas foi o sinal de alerta, pois um terço da produção agrícola mundial depende da abelha européia, a Apis mellifera – espécie adotada universalmente pelos apicultores de países ocidentais. As enormes fazendas de monocultura demandam intensa atividade polinizadora por curtos períodos do ano, papel que outros polinizadores, como abelhas silvestres e morcegos, não conseguem desempenhar. Apenas a A. mellifera organiza exércitos de polinizadores praticamente em qualquer época do ano, onde quer que o tempo seja ameno e haja flores a visitar.Nosso grupo eliminou várias causas prováveis para o CCD e encontrou diversos fatores que poderiam contribuir; mas nenhum responsável único foi identificado. As abelhas com CCD tendem a ser infestadas por patógenos múltiplos, incluindo um vírus recém-descoberto, mas essas infecções parecem secundárias ou oportunistas – da mesma forma que a pneumonia mata um paciente aidético. O quadro que surge agora apresenta uma condição complexa, que pode ser desencadeada por diversas combinações de fatores. O combate ao CCD pode não ser fácil; talvez seja preciso um maior cuidado com o meio ambiente e mudanças a longo prazo nas práticas agrícolas e apicultoras.

Mesmo antes do distúrbio do colapso das colônias, as abelhas sofreram vários males que reduziram sua população. A quantidade de colônias de melíferas em 2006 era menor que a metade existente em 1949. No entanto, os apicultores não se lembram de ter visto perdas tão sérias quanto as ocorridas nos invernos de 2007 e 2008. Embora provavelmente o CCD não provoque a extinção das abelhas, poderá levar muitos apicultores a desistir de seus negócios. Se devido a isso, a técnica e o conhecimento dos apicultores diminuir muito, mesmo quando o CCD for finalmente superado, cerca de 100 culturas podem ficar sem polinizadores – e a produção em larga escala de certas culturas poderá se tornar inviável. Ainda teríamos milho, trigo, batatas e arroz, mas muitas frutas e legumes que consumimos rotineiramente – como maçãs, mirtilos, brócolis e amêndoas – poderão se tornar alimentos de privilegiados.

Florescimento Silencioso
Quando Hackenberg inicialmente nos contou sobre as abelhas desaparecidas, nosso primeiro pensamento se voltou para os ácaros varroa. Esses parasitas agressivos são responsáveis pela queda de 45% do número de colônias de abelhas cultivadas entre 1987 (quando foram introduzidos nos Estados Unidos) e 2006. As fêmeas adultas de varroa se alimentam da hemolinfa, o sangue das abelhas. Os ácaros também são portadores de viroses e inibem a resposta imunológica dos hospedeiros. Hackenberg, como tantos apicultores especializados, já tinha vasta experiência no combate aos ácaros e tinha certeza de que os sintomas dessa vez eram diferentes.

Um de nós (vanEngelsdorp) fez autópsia nos insetos remanescentes de Hackenberg e encontrou sintomas nunca observados anteriormente, como o tecido cicatricial em órgãos internos. Os testes iniciais também detectaram alguns dos costumeiros suspeitos de doença nas abelhas. No conteúdo estomacal foram encontrados esporos de nosema, parasitas fúngicos unicelulares, que provocam disenteria nas abelhas. No entanto, a contagem de esporos nessas e outras amostras posteriores de melíferas não foram tão altas para explicar as perdas. A análise molecular das abelhas de Hackenberg, feita por outro membro do grupo (Cox-Foster) também demonstrou níveis surpreendentes de infecções virais de vários tipos conhecidos. Mas não se encontrou nenhum patógeno nos insetos que pudesse explicar a escala do desaparecimento.Ou seja, as abelhas estavam doentes, mas cada colônia parecia sofrer de uma combinação diferente de enfermidades. Lançamos a hipótese de que algo comprometera o sistema imunológico dos insetos, deixando-os suscetíveis a vários tipos de infecções que as colônias saudáveis normalmente combatiam. E Hackenberg estava certo: os primeiros suspeitos, os ácaros varroa não estavam presentes em número significativo para explicar a mortandade repentina.

Na primavera de 2007 nosso grupo começou a fazer detalhadas pesquisas em todo o país sobre todos os aspectos de manejo de colônias, entrevistando técnicos que encontraram o CCD, além de outros que não detectaram o fenômeno. Essas e outras investigações descartaram várias outras causas prováveis; não se podia culpar nenhuma técnica de manejo de apicultura. Grandes apicultores comerciais foram tão atingidos – sofrendo grandes perdas –, quanto os de pequeno porte ou os criadores por hobby. Os sintomas afetaram tanto apicultores fixos quanto os migratórios; até mesmo alguns apicultores orgânicos acabaram atingidos.

Quando as reportagens na mídia começaram a narrar a mortandade, outras pessoas, não ligadas à apicultura, também manifestaram preocupação. Muitas delas ficaram ansiosas em compartilhar suas hipóteses quanto ao motivo do CCD. Algumas dessas propostas – como culpar a radiação de telefones celulares – se originaram de estudos sem uma estrutura séria. Outras hipóteses não foram sequer consideradas para testes, como alegações de que as abelhas teriam sido abduzidas por alienígenas.

Uma teoria aceita por muitas pessoas foi de que as abelhas podem ter sido envenenadas por pólen de culturas modificadas geneticamente, especificamente as chamadas culturas Bt, que contêm um gene da toxina de inseticida produzida pela bactéria Bacillus thuringiensis. Quando as lagartas nocivas se alimentam de culturas produtoras dessas toxinas, elas morrem. Mas já antes da infestação de CCD, as pesquisas demonstraram que a toxina Bt só se torna ativa no intestino de lagartas, pernilongos e de alguns besouros. O trato digestivo de abelhas melíferas e de muitos outros insetos não deixa a Bt agir.
Uma outra teoria popular, muito mais aceitável, culpa os venenos sintéticos. Os dois suspeitos principais são os acaricídeos – substâncias que os apicultores usam para manter os ácaros sob controle – e os pesticidas, tanto do meio ambiente quanto dos campos de cultura polinizados pelas abelhas. Até 2006, novos tipos de pesticidas substituíram as variedades tradicionais. Um tipo em especial, os neonicotinói des, foram responsabilizados por apicultores franceses e de outros locais, por prejudicar os insetos polinizadores. Essa classe de inseticidas imita os efeitos da nicotina, uma defesa natural que as plantas do tabaco lançam contra as pestes devoradoras de folhas, sendo mais tóxica a insetos que a vertebrados. Mas os neonicotinóides também entram no pólen e no néctar das plantas, não apenas nas folhas, e assim potencialmente podem afetar os polinizadores. As pesquisas iniciais indicam que os neonicotinóides diminuem a capacidade de as abelhas melíferas lembrarem como voltar à colméia, sinal de que podem contribuir para o CCD.

Nós e outros especialistas também suspeitamos que a defesa natural das abelhas pode estar enfraquecida por má nutrição. As abelhas, assim como os polinizadores selvagens, não têm mais o mesmo número ou variedade de flores disponíveis porque nós, humanos, tentamos “arrumar” nosso ambiente. Por exemplo, plantamos uma grande extensão de culturas sem deixar áreas com fl ores, mato ou cerca viva. Mantemos enormes gramados sem ervas como o trevo ou o dente-de leão. Mesmo as beiras de estradas e parques refletem o nosso desejo de manter as coisas arrumadas, sem mato. Mas para as abelhas e outros polinizadores, os gramados extensos são como desertos. A alimentação das abelhas que polinizam grandes áreas de uma cultura pode carecer de nutrientes importantes, comparados aos polinizadores que se alimentam de fontes variadas, como seria típico em um ambiente natural. Os apicultores vêm tentando administrar essa preocupação desenvolvendo suplementos de proteínas para a alimentação das colônias – embora os suplementos em si não tenham evitado o CCD.

Esforço Conjunto
Nossa força-tarefa centrou a investigação nessas duas vastas áreas – pesticidas e nutrição – além de outras possibilidades óbvias, de um patógeno novo ou recém-modificado ter provocado o CCD. Os testes sobre as três hipóteses dependiam da coleta de amostras – muitas amostras. Nós nos juntamos a Jeff Pettis, do laboratório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, em Beltsville, Maryland, para conduzir essa tarefa que envolvia longos dias, muitos quilômetros na estrada e o desafio de coletar material suficiente para distribuir para toda a equipe. Sem abelhas mortas para estudar, decidimos coletar abelhas vivas de apiários que sofreram a infestação, baseados na premissa de que as sobreviventes poderiam portar a doença em estágio inicial. As abelhas foram coletadas em álcool para contagem de varroa e nosema. Os insetos, o pólen e a cera da colméia foram colocados em gelo seco e rapidamente enviados para os laboratórios na Pensilvânia e Maryland, sendo mantidos em refrigeradores e preservados para as análises químicas e moleculares.

Algumas amostras foram enviadas ao nosso colega David Tarpy, da North Carolina State University, que mediu o conteúdo protéico. Tarpy não encontrou diferença significativa entre os apiários que tinham CCD e outros aparentemente saudáveis. Seus resultados sugerem que o estado nutricional, em si, não explicava o CCD.
Muito mais surpreendente foi o resultado da pesquisa de nossa equipe sobre os pesticidas, para os quais convocamos a ajuda dos pesquisadores da Pennsylvania State University, Maryann Frazier, Jim Frazier e Chris Mullin e de Roger Simonds, químico do laboratório do USDA em Gastonia, Carolina do Norte. (Por coincidência, Simonds é apicultor.) Sua análise de amplo espectro, sensível a inseticidas, herbicidas e fungicidas, revelou mais de 170 substâncias diferentes. A maior parte das amostras armazenadas de pólen continha cinco ou mais tipos diferentes de compostos e algumas chegavam a ter 35. Embora tanto o nível quanto a diversidade de substâncias encontradas seja preocupante, nenhuma indicava estar por trás do CCD; às vezes, colônias saudáveis tinham níveis mais altos de algumas substâncias que as colônias afetadas.

Não foram detectados neonicotinóides nas amostras originais, mas esses e outros pesticidas ainda não podem ser descartados. As colméias são dinâmicas e a nossa amostragem inicial não foi. É possível, se não provável, que as abelhas atingidas pelo CCD tinham sido prejudicadas por substâncias químicas ou por uma mescla de substâncias que não ficaram evidentes à época da coleta de amostras.

Nossas tentativas de identificar uma nova doença infecciosa – ou nova linhagem de uma antiga –, que poderia estar na raiz do CCD, inicialmente pareciam não levar a lugar nenhum. Nenhuma das doenças de abelhas conhecidas, bacterianas, fúngicas ou virais, poderia ser responsabilizada pelas perdas provocadas pelo CCD; assim, não tínhamos idéia do que deveríamos buscar.

Então, Cox-Foster, junto com o grupo de Ian Lipkin, da Columbia University (com a ajuda da empresa de biotecnologia 454 Life Sciences, em Branford, Connecticut), recorreu a um método sofisticado de detecção de microorganismos denominado metagenômica. Por essa técnica, os ácidos nucléicos (DNA e RNA) são coletados de um ambiente com vários organismos diferentes. O material genético é misturado e, em seguida, separado em partes pequenas o bastante para que as suas seqüências de código “de letras” possam ser decifradas. No seqüenciamento de genes convencional os pesquisadores usariam um software para reunir as partes novamente e reconstituir o genoma original do organismo. Mas na metagenômica os genes pertencem a organismos diferentes, assim o seqüenciamento produz um instantâneo de seqüências de vários organismos, até mesmo microscópicos, dentro de um ecossistema. A metagenômica vem sendo usada na pesquisa de ambientes como a água do mar e o solo, revelando uma surpreendente diversidade de microorganismos. Mas também pode ser aplicada para detectar microorganismos abrigados por organismos maiores, vivendo em colaboração (em simbiose), ou como infecção.
Naturalmente, a maioria das seqüências genéticas das nossas amostras é das próprias abelhas. Mas essas foram facilmente filtradas porque, felizmente, o genoma da abelha melífera acabou de ser seqüenciado. As seqüências que não se referiam às abelhas foram comparadas a seqüências genéticas pertencentes a outros organismos conhecidos. Pesquisadores especializados em análise molecular de organismos – incluindo de bactérias, fungos, parasitas e vírus – se juntaram à nossa equipe para identificar possíveis responsáveis.

O estilo de investigação usado, de pesquisa forense, expandiu muito o nosso conhecimento geral sobre as abelhas. Inicialmente, mostrou que todas as amostras (CCD e saudáveis) tinham oito bactérias diferentes que haviam sido descritas em dois estudos anteriores de outras partes do mundo. Essas descobertas sugerem que as bactérias podem ser simbiontes, talvez desempenhando um papel essencial na biologia da abelha no auxílio à digestão, por exemplo. Também encontramos duas espécies de nosemas, dois outros fungos e vários vírus de abelha.

Mas um vírus destacou-se, pois nunca fora identificado antes nos Estados Unidos: o vírus de paralisia aguda israelense, ou IAPV, descrito pela primeira vez em 2004 por Ilan Sela, da Universidade Hebraica de Jerusalém, durante um estudo para descobrir porque as abelhas morriam com convulsões paralisantes. Na nossa amostragem inicial, o IAPV foi detectado em quase todas – embora não em todas – as colônias com sintomas de CCD e apenas em uma delas, que não sofria de CCD. Mas essa forte correlação não é prova de que o IAPV provocou a doença. Por exemplo, o CCD pode ter deixado as abelhas excepcionalmente vulneráveis à infecção de IAPV.

Caso Encerrado?
Sabemos que existem pelo menos três linhagens diferentes do IAPV, e que duas infectaram as abelhas nos Estados Unidos. Uma das linhagens, provavelmente, veio da Austrália em 2005, depois que o governo no americano revogou a proibição de importação de melíferas, existente desde 1922. (A indústria de amêndoas fez lobby para a suspensão do banimento, a fim de evitar a séria falta de polinizadores na época da florada.) A outra linhagem provavelmente apareceu antes e é bem diferente. Sua origem é desconhecida, mas pode ter sido introduzida pela importação de geléia real (nutriente secretado pelas abelhas para alimentar as larvas) ou um suplemento de pólen, ou ainda pode ter entrado indiretamente no país em pesticidas para abelhas recém introduzidos no país. Os dados também sugerem que o IAPV existe em abelhas de outras partes do mundo, desenvolvendo-se em várias linhagens diferentes e, possivelmente, em constante mutação.
Em um esforço para resolver a questão do papel do IAPV, Cox-Foster fez experiências com abelhas saudáveis que foram previamente expostas ao vírus. Sua equipe colocou colméias repletas de abelhas em estufas e alimentou os insetos com água adocicada contendo IAPV. Com certeza, a infecção pareceu demonstrar alguns sintomas de CCD. Depois de uma ou duas semanas de exposição, as abelhas começaram a morrer. As abelhas não morriam perto das colméias, como se esperaria no caso de CCD. Assim, essas descobertas parecem apoiar a hipótese de que o IAPV pode provocar o CCD, ou pelo menos contribuir para o problema.

O empenho dos vários grupos para obter amostragens adicionais demonstrou, no entanto, que o IAPV já se espalhara muito nos Estados Unidos, e que nem todas as colônias infestadas tinham sintomas de CCD, implicando que nem o IAPV sozinho pode provocar a doença ou que algumas abelhas são resistentes ao IAPV. Em especial, um estudo iniciado em 2007 com o USDA, encontrou colônias de três apicultores migratórios e observou colônias infectadas com o IAPV sem o distúrbio.

O consenso crescente entre os pesquisadores é que fatores múltiplos – como a má nutrição e a exposição a pesticidas – podem interagir, enfraquecendo as colônias e deixando-as mais suscetíveis a um colapso provocado por vírus. No caso de nossas experiências nas estufas, o estresse de estarem confinadas em espaços relativamente pequenos pode ter sido suficiente para as colônias sucumbirem ao IAPV e morrerem com sintomas semelhantes ao CCD. Resultados mais recentes de monitoramento a longo prazo, identificaram outros fatores inesperados para a grande perda de colônias, incluindo o fungicida clorotalonil. Agora a pesquisa se centrada em como esses fatores se relacionam com o colapso de colônias.

Seria um alívio haver uma vacina ou tratamento para os vírus das abelhas, e do IAPV em particular. Infelizmente, as vacinas não funcionam nas abelhas, porque o sistema imunológico dos invertebrados não gera o tipo de proteção contra agentes específicos que as vacinas induzem em humanos e outros mamíferos. Os pesquisadores também estão começando a buscar outras abordagens, como a baseada na nova técnica de interferência no RNA, que impede o vírus de se reproduzir no interior de células da abelha. Uma solução a longo prazo seria identificar e criar abelhas resistentes ao vírus. Porém, essa tarefa pode levar anos, talvez tempo demais para evitar a saída de muitos apicultores dessa atividade.

Enquanto isso, muitos apicultores tiveram sucesso parcial em evitar a perda de colônias, redobrando o esforço na melhora da alimentação, mantendo as infecções e parasitas como a varroa e a nosema sob controle, e praticando a boa higiene. Em especial, a pesquisa demonstrou que a esterilização com raios gama, antes da reutilização de estruturas antigas para colméias, reduz o risco de colapso de colônias.

O homem precisa agir rapidamente para garantir que o antigo pacto entre flores e polinizadores permaneça intacto, salvaguardando nosso suprimento de alimento e protegendo o meio ambiente para as gerações futuras. Esse empenho permitirá que as abelhas continuem a polinizar e que a nossa alimentação continue rica em frutas e legumes – que agora parecem ser fáceis de obter.
CONCEITOS-CHAVE
- Milhões de colméias no mundo ficaram vazias com o desaparecimento misterioso das abelhas, colocando em risco cerca de 100 culturas que demandam polinização.

- As pesquisas apontam para uma doença complexa, na qual vários fatores, incluindo práticas agrícolas, deixam as abelhas vulneráveis a vários vírus.

- Parece que o cuidado com a higiene das colméias ajuda a prevenção; e a pesquisa com drogas antivirais também pode levar a possíveis soluções.[A EXTENSÃO DA PERDA DE COLÔNIAS] - O IMPACTO NOS ESTADOS UNIDOS---------------O distúrbio de colapso das colônias (CCD) voltou pelo segundo ano no inverno de 2007- 2008. Na primavera de 2008 foi feita uma pesquisa com os apicultores sobre o número de colônias que não sobreviveram àquele inverno. No país todo, 37% das colônias foram perdidas (comparado com a queda típica do inverno, de 15% a 25%); 60% das perdas foram atribuídas ao CCD. A maioria dos estados, onde havia informações disponíveis, foi atingida seriamente. Grandes perdas também foram registradas na Austrália, Brasil, Canadá, China e Europa.
CURIOSIDADES
- Estima-se que haja de 900 a mil apicultores comerciais nos Estados Unidos, com o manejo de 2,4 milhões de colônias.

- Mais de 100 tipos de culturas requerem a polinização de abelhas. O valor anual do trabalho das melíferas é de US$ 14 bilhões nos Estados Unidos e de US$ 215 bilhões no mundo todo.

- Em fevereiro passado, praticamente todas as colméias migratórias dos Estados Unidos foram levadas à Califórnia para polinizar as amendoeiras.

- Mesmo antes do CCD, as abelhas desapareceram totalmente em certas regiões da China, talvez devido ao uso de pesticidas, forçando os donos de pomares a polinizar as árvores manualmente.
Polinizadores silvestres também adoecem-------------As abelhas não são os únicos polinizadores a sofrer queda de população nos últimos anos. O Conselho Nacional de Pesquisa (NCR) dos Estados Unidos registrou que em 2006 houve tendência ao declínio de certas espécies de polinizadores silvestres no país, incluindo alguns insetos, mas também de morcegos e beija-flores. Essas espécies podem estar sendo atingidas por alguns dos desequilíbrios produzidos pelo homem, que tornam as abelhas vulneráveis ao CCD, como a introdução de novas doenças, o envenenamento por pesticidas e o empobrecimento de habitats, segundo o estudo da destacada autora, a entomologista May Berenbaum da University of Illinois.

Por exemplo, o Bombus occidentalis, uma mamangaba, desapareceu de uma região que vai da Califórnia à Colúmbia Britânica, provavelmente dizimada pela Nosema bombi, um microorganismo fúngico unicelular, segundo o trabalho de Robbin Thorp, entomologista da Davis, University of California. Ele avalia que o fungo pode ter se espalhado devido às mamangabas européias, que os agricultores americanos importaram para auxiliar na polinização de tomates e outras culturas em estufas.

Um estudo mais recente, publicado na Biological Conservation de janeiro, analisou dados históricos de Illinois e descobriu que quatro espécies locais de mamangabas desapareceram entre 1940 e 1960 – período que coincidiu com a intensificação da agricultura de larga escala no estado, com a conseqüente perda de habitats de pradarias, florestas e brejos.

A diminuição das poucas espécies de morcegos e beija-flores polinizadores – a ponto de os morcegos estarem em risco de extinção – pode estar relacionada a mudanças no habitat. Muitas migram para o México no inverno e os biólogos pressionam para conseguir a preservação de “corredores de néctar” – pastos apícolas –, onde os animais podem encontrar fl ores ao longo de suas rotas de migração.

Porém, de acordo com o NCR, os biólogos conseguem monitorar apenas algumas espécies (estimam-se 200 mil no mundo), e não se sabe muito sobre o estado de saúde da maioria. Várias colaborações são feitas pela internet, com a ajuda de cientistas-cidadãos. Os voluntários fotografam os polinizadores e os colocaram na rede, possibilitando aos pesquisadores identificar as espécies e registrar a sua localização.

Em 2008, pela primeira vez, o Congresso americano modificou a política agrícola, incluindo medidas protetoras para a polinização e reservando áreas de conservação, onde as flores silvestres podem crescer e fornecer néctar. Segundo Berenbaum, “foi realmente um marco”.
—Davide Castelvecchi, da equipe de redatores
[EM BUSCA DO MOTIVO] - Muitos suspeitos, nenhuma certeza------------------Pesquisadores investigaram praticamente todos os aspectos da vida das abelhas, na busca do responsável pelo colapso das colônias. O trabalho eliminou alguns suspeitos e apontou possíveis combinações de fatores que podem provocar ou contribuir para o CCD.

SUSPEITO: AGENTES QUÍMICOS
Chegam a 170 as diferentes substâncias sintéticas encontradas em colméias de colônias doentes ou não, e algumas amostras de pólen guardadas em alvéolos continham até 35 tipos. Embora nenhuma substância única pareça provocar o CCD, pesticidas podem enfraquecer a saúde das abelhas.

SUSPEITO: ÁCAROS VARROA
Ácaro, visto ao lado sugando linfa de uma pupa (um estágio intermediário entre a larva e o adulto), é a peste mais comum e destrutiva das abelhas. Mas as colônias em colapso não tiveram infestações mais significativas de ácaros.

SUSPEITO: PARASITAS
Algumas abelhas de colônias em colapso estão infectadas por um fungo unicelular como o Nosema apis, que invade o trato intestinal e provoca disenteria. Mas o nível de infecção é baixo para ser letal.

SUSPEITO: VÍRUS DE PARALISIA AGUDA ISRAELENSE
O IAPV provoca sintomas semelhantes ao CCD e ocorreu na maioria das colônias infestadas examinadas. Poderia ser o motivo do distúrbio, ou uma complicação, que é a causa definitiva da morte das abelhas.
[UMA SOLUÇÃO POSSÍVEL] - UM MEDICAMENTO PARA ABELHAS?Uma nova empresa de biotecnologia, de Miami, chamada Beelogics, vem desenvolvendo um medicamento antiviral que explora um antigo mecanismo imunológico denominado interferência no RNA. As células da maioria dos animais e plantas usam segmentos de RNA de curta interferência (siRNA) para inibir a formação de proteínas virais; neste caso, o siRNA projetado para visar o IAPV seria fornecido como alimento às colônias, como parte da dupla fita de RNA
OUTRAS FORMAS DE COMBATE
A restauração do equilíbrio no habitat dos polinizadores pode melhorar seu bem-estar geral, ajudando a evitar o colapso da colônia. Grandes faixas de monocultura ou gramados residenciais podem ser substituídos por áreas de mato e cercas vivas. As plantas que florescem em épocas diferentes do ano fornecem maior variedade na alimentação dos polinizadores, sustentando-os o ano todo.

A esterilização de colméias usadas com raios gama destruidores de DNA, antes de sua utilização para uma nova colônia, reduz o risco de reincidência de CCD, talvez por matar os microorganismos da cera.

Em geral, a pesquisa sobre o impacto de pesticidas nos polinizadores se concentra nos possíveis efeitos letais. É preciso mais pesquisas para determinar se certos pesticidas são capazes de estressar os insetos, embora as substâncias químicas não os matem imediatamente.
PARA CONHECER MAIS
On censors of the genome. Nelson C. Lau e David P. Bartel, em Scientifi c American, vol. 289, no 2, págs. 34-41, setembro, 2003.

Status of pollinators in North America. National Research Council. National Academies Press, 2007.

Decline of Bumble bees (Bombus) in the North American midwest. Jennifer C. Grixti, Lisa T. Wong, Sydney A. Cameron e Colin Favret, em Biological Conservation, vol. 142, no 1, págs. 75- 84, janeiro de 2009.

The Mid-Atlantic Apiculture Research and Extension Consortium: http://maarec.cas.psu.edu

The Xerces Society for Invertebrate Conservation: www.xerces.org------------Diana Cox-Foster e Dennis VanEngelsdorp Diana Cox-Foster é professora de entomologia da Pennsylvania State University e co-diretora do grupo de trabalho sobre o distúrbio de colapso das colônias, composto de especialistas governamentais e acadêmicos. A pesquisa se concentra nas interações de patógenos hospedeiros. Cox atribui sua afinidade com as abelhas à sua bisavó, que foi apicultora comercial no Colorado, no início do século 20. A paixão de Dennis VanEngelsdorp pelas abelhas começou em um curso de graduação na University of Guelph, em Ontário, que o levou a vários projetos na região do Caribe e às funções acumuladas de apicultor na Pensilvânia e professor associado do departamento de entomologia da Pennsylvania State University.----------DAVE HACKENBERG foi o primeiro apicultor a alertar os entomologistas americanos sobre o desaparecimento súbito e inexplicável de operárias, indicador do que hoje é conhecido como o distúrbio do colapso das colônias, no outono de 2006. Até o fim do inverno, mais de 60% das suas três mil colônias estavam dizimadas; nos Estados Unidos a perda foi de 30%.----------------SEM AS ABELHAS muitos alimentos do café da manhã, à esquerda, seriam inacessíveis à maioria das pessoas, devido ao preço. A escassez afetaria principalmente várias frutas, além das geléias e conservas, amêndoas e até mesmo o leite, pois as vacas leiteiras, em regime de confinamento, exigem uma ração rica em proteína, que depende de polinizadores-------------------

O desaparecimento das abelhas melíferas


Segundo a Soil Association (www.soilassociation.org), nos últimos anos, houve um declínio maciço no número de abelhas pelo mundo inteiro.

No Reino Unido, os proprietários de colmeias relataram que perderam uma a cada tres colônias de abelhas. Em 2007, Lord Rooker (ministro do DEFRA), disse “Se nada for feito a respeito, a população de abelhas do Reino Unido desaparecerá em dez anos”.

Isto pode trazer sérias consequências para a segurança alimentar mundial e acarretará um imenso impacto econômico negativo. A morte das abelhas melíferas é um aviso para todos nós de que a saúde do planeta corre perigo. As abelhas são os mais importantes agentes polinizadores e tem uma função vital na cadeia alimentar – estima-se que um terço do alimento humano dependa da polinização das abelhas.

Por que a população de abelhas está declinando?

Esta é uma pergunta que vale milhões de dólares em pesquisa em vários países, mas ainda não tem uma resposta definitiva. A maior suspeita recai sobre um novo grupo de inseticidas, os neonicotinoides, que foram usados inicialmente nos medos da década de 1990 – exatamente a época em que começou o desaparecimento da maioria das abelhas melíferas. Este pesticida foi banido em diversos países da Europa (França, Alemanha, Itália e Eslovênia), em consequência desse desaparecimento, pois as evidências contra ele são muito fortes. O Reino Unido ainda não o retirou do mercado, onde cerca de um terço das colônias de abelhas desapareceu em tres anos.

Os pesticidas neonicotinoides atuam descontrolando o Sistema Nervoso Central dos insetos. Quando as abelhas entram em contato com estes pesticidas ficam menos hábeis em se alimentar, em voar, em se comunicar e em aprender. O mapeamento do genoma das abelhas mostrou que elas tem uma reduzida capacidade para remover venenos tóxicos em comparação com os outros insetos, devido ao elevado número de receptores neurológicos para os neonicotinoides.

As abelhas vivem em colônias com cerca de 50000 abelhas por colmeia, dessas, cerca de 10000 são responsáveis pela alimentação da colônia. Quando elas retornam para a colônia, elas executam uma dança particular que comunica às outras abelhas a direção de voo de acordo com o por do sol e a distância a percorrer até o néctar. Outro comportamento complexo das abelhas é a construção do favo como uma hexagonal perfeita. Estas habilidades são baseadas em comportamentos padrões inatos e aprendidos que dependem da integridade do sistema nervoso, onde cada sinapse é crucial. Portanto, a desordem neurológica na sinalização das abelhas pelos neonicotinoides, provocará desorientação.

Os pesticidas impedem a comunicação; impedem a habilidade de procurar comida e retornar para a colmeia; prejudicam o voo; o olfato (o cheiro é vital na comunicação das abelhas); o aprendizado e o enfraquecimento do sistema imunológico.

As abelhas não vivem sozinhas, elas vivem em colônias, por isso a necessidade de saber as doses letais de pesticida nas abelhas, individualmente, pois uma desordem neurológica afetará toda a colônia.

O Bach Centre, fundado pelo Dr. Edward Bach, idealizador do fabuloso sistema floral de Bach, contem muitas plantas que são usadas na confecção das essências. Elas crescem semi-selvagens e junto com outras com outras espécies florais selvagens são uma boa fonte de alimento para as abelhas, mas isso não é o suficiente para salvar as abelhas.

A jardineira do Bach Centre, Emma Broad, diz: “O perigo para as abelhas é uma má notícia não só para os apicultores e agricultores, mas também para todos os que usam os florais de Bach”.

Outra causa apontada para o desaparecimento das abelhas melíferas, é o cultivo das plantas transgênicas. Estudos feitos no Reino Unido demonstraram que os poderosos pesticidas que as plantas transgênicas suportam, causam danos à terra. Eles constataram que havia menos abelhas e borboletas nas plantas transgênicas.

No Brasil, apicultores gaúchos e catarinenses, registraram perda de 25% na produção de mel.

Nos EUA e Canadá, em várias regiões, houve perdas de 90% das colmeias. Na Califórnia, houve uma redução de 30 a 60% no número de abelhas.

Na França, Alemanha, Suíça, Espanha, Portugal, Grécia, registrou-se uma redução de 25% na população de abelhas.

Outra hipótese aventada relaciona-se com o problema da radiação dos telefones celulares, que podem interferir no sistema de navegação das abelhas, provocando desorientação e o não retorno à colmeia.

Pesquisa alemães apontam mudanças no comportamento das abelhas na proximidade de linhas de transmissão de alta tensão.

Tem-se dito que Albert Einstein disse que se as abelhas desaparecessem, à humanidade só restariam quatro anos, porque sem elas, não há polinização e consequentemente não há alimentos. Estudos científicos atuais estão comprovando essa assertiva creditada à Einstein.Escreva seu comentário… Acredito, que em quanto não houver uma conscientização na sociedade da importância da abelha na nossa existência, procurando incutir na infância a educação para preservação da espécie, deve ser inclusive uma matéria obrigatória nos jardins de infância, para que as crianças passem a assimilar na tenra idade o valor das abelhas.Realmente, só o homem é capaz de tanta loucura. Portanto, é a partir de nós, os chamados seres humanos, que deve partir a luta pela sobrevivência das outras espécies.
Abraços

Itália proibe agrotóxicos neonicotinóides associados à morte de abelhas


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Os neonicotinóides já estão proibidos em quatro países europeus.

O “Ministero del Lavoro della Salute e delle Politiche Sociali” determinou a imediata suspensão da aplicação de diversos neonicotinóides no tratamento de sementes. Foram suspensos os produtos clothianidin, imidacloprid, fipronil ethiamethoxam. Em paralelo à proibição, o governo italiano iniciou um programa de avaliação e monitoramento das causas do recente colapso de colônias, matando milhões de abelhas. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.

Os neonicotinóides clothianidin and imidacloprid já haviam sido proibidos na Alemanha e Eslovênia em maio passado. A França já havia proibido a aplicação em girassóis desde 1999.

As duas substância sâo produzidas pela Bayer CropScience e, em 2007, geraram uma receita de 800 milhõe de euros.

Em agosto a ONG Coalition against BAYER Dangers apresentou denúncia contra Werner Wenning, presidente do Conselho de Administração da Bayer, ao Ministério Público, em Freiburg (sudoeste da Alemanha)[Alemanha: Pesticidas da Bayer são acusados da morte em massa de abelhas]. O grupo Bayer é acusado da comercialização de pesticidas perigosos e, com isto, causar a morte de abelhas em todo o mundo. A Coligação apresentou a denúncia em cooperação com os apicultores alemães, que perderam milhares de colméias, após o envenenamento pelo pesticida clothianidin, em maio deste ano.

Harro Schultze, advogado da Coalizão, afirmou: “O Ministério Público tem de esclarecer quais os esforços foram realizados para impedir a importação de imidaclopride e Clothianidin da BAYER, depois que as vendas de ambas as substâncias foram suspensas na França. Suspeitamos que a Bayer apresentou estudos imperfeitos para reduzir os riscos de resíduos de pesticidas nas plantas tratadas “.

Com base em nicotina, os neonicotinóides são tóxicos para os sistemas nervosos de qualquer inseto que entra em contato com eles.

Press Release emitido pelo governo italiano: “Tutela patrimonio apistico: sospensione cautelativa dei prodotti fitosanitari utilizzati nel trattamento di concia delle sementi“, Comunicato del 17 settembre 2008 – n° 276

Tutela patrimonio apistico: sospensione cautelativa dei prodotti fitosanitari utilizzati nel trattamento di concia delle sementi

Il Sottosegretario alla salute On.le Francesca Martini comunica che a seguito del parere espresso il 16 settembre scorso dalla Commissione Consultiva per i Prodotti Fitosanitari è stato emanato oggi il Decreto Ministeriale di sospensione cautelativa dei prodotti fitosanitari contenenti le sostanze attive neonicotinoidi thiamethoxan, clothianidin, imidacloprid e la sostanza attiva fipronil utilizzate nel trattamento di concia delle sementi.

Il provvedimento in questione riguarda anche la sospensione di utilizzo da parte degli agricoltori delle sementi trattate.

La sospensione dei prodotti fitosanitari sopra citati, adottata sulla base dei rilievi scientifici rilevati dalla predetta Commissione e del principio di precauzione, permetterà di acquisire utili informazioni sulla moria delle api in relazione all’utilizzo di tali sostanze. Sarà, inoltre, condotto un programma di monitoraggio a livello nazionale per individuare le cause dello spopolamento degli alveari che sembra essere correlato ad un insieme di fattori (malattie, andamento climatico, scarso valore nutrizionale del polline raccolto,prodotti fitosanitari ecc.).

* Com informações da Coalition against BAYER Dangers (Germany)
www.CBGnetwork.org
CBGnetwork@aol.com
Fax: (+49) 211-333 940 Tel: (+49) 211-333 911

[EcoDebate, 22/09/2008]
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Sobre o mesmo tema leiam, também:

* Associação inglesa apela pela proibição de pesticidas neonicotinóides para evitar a morte de abelhas
* Agrotóxicos matam abelhas e envenenam nossa alimentação
* Alemanha proíbe oito pesticidas neonicotinóides em razão da morte maciça de abelhas
* Alemanha: Pesticidas da Bayer são acusados da morte em massa de abelhas
* Agência de Proteção Ambiental dos EUA é acusada de ocultar informações da toxidade de pesticidas nas abelhas
* Abelhas do mundo em risco de morte
* Herbicida atrazina é associado à inflamação da próstata e atrasos da puberdade
* Uso excessivo de pesticidas orgânicos pode causar mais danos ambientais que os produtos sintéticos
* Exposição pré-natal a pesticidas organofosforados é associada ao deficit de atenção e hiperatividade (TDAH)
* Estudo indica que herbicida atrazine afeta a reprodução de peixes

Salvem as abelhas - reação incrível‏


Incrível! No fim de semana mais de meio milhão de nós assinamos a petição para salvar as abelhas. Vamos conseguir 1 milhão pela proibição - assine agora, depois encaminhe para todo mundo ------Amiguxos(as).Silenciosamente, bilhões de abelhas estão morrendo, colocando toda a nossa cadeia alimentar em perigo. Abelhas não fazem apenas mel, elas são uma força de trabalho gigante e humilde, polinizando 90% das plantas que produzimos.

Vários estudos científicos mencionam um tipo de agrotóxico que contribui para o extermínio das abelhas. Em quatro países Europeus que baniram estes produtos, algumas populações de abelhas já estão se recuperando. Mas empresas químicas poderosas estão fazendo um lobby pesado para continuar vendendo estes venenos. A única maneira de salvar as abelhas é pressionar os EUA e a União Europeia para eles aderirem à proibição destes produto letais - esta ação é fundamental e terá um efeito dominó no resto do mundo.

Não temos tempo a perder - o debate sobre o que fazer está esquentando. Não se trata apenas de salvar as abelhas, mas de uma questão de sobrevivência. Vamos gerar um zumbido global gigante de apelo à UE e aos EUA para proibir estes produtos letais e salvar as nossas abelhas e os nossos alimentos. Assine a petição de emergência agora, envie-a para todo mundo, nós a entregaremos aos governantes responsáveis:ALERTA DAS ABELHAS - AJA AGORA!
Assine a Petição
Para governantes dos EUA e UE:

Nós pedimos que vocês proibam agrotóxicos à base de neonicotinóide até que novos estudos científicos independentes comprovem que esta substância é segura. A morte catastrófica de colônias de abelhas poderão colocar toda a nossa cadeia alimentar em perigo. Se você agir urgentemente com precaução, nós poderemos salvar as abelhas da extinção.


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Prévinaire, Bélgica
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Wolfgang Adamec, Áustria
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evans, Austrália
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Anagnosti John Choukalas, Grécia

Silenciosamente, ao redor do mundo, bilhões de abelhas estão sendo mortas, ameaçando assim nossas plantações e segurança alimentar. Porém a proibição de um tipo de pesticida, poderia salvar as abelhas da extinção.

Desde que este veneno foi proibido em quatro países europeus, a população de abelhas já está se recuperando. Mas empresas químicas estão fazendo um lobby forte para manter a sua pesticida letal no mercado. Um chamado para baní-la nos EUA e na União Europeia, onde o debate é mais forte, poderá desencadear ações de outros governos ao redor do mundo.

Vamos fazer um zumbido global gigante para banir este veneno perigoso nos EUA e Europa a não ser que hajam evidências de que ele seja seguro. Assine a petição para salvar abelhas e as nossas plantações e encaminhe para todos:>>>https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees/?vl >>.è só clicar aqui.As abelhas são vitais para a vida na Terra - a cada ano elas polinizam plantas e plantações com um valor estimado em US$40 bilhões, mais de um terço da produção de alimentos em muitos países. Sem ações imediatas para salvar as abelhas, muitas das nossas frutas, legumes e óleos preferidos poderão desaparecer das prateleiras.

Nos últimos anos, temos visto um declínio acentuado e preocupante a nível global das populações de abelhas - algumas espécies já estão extintas e semana passada ficamos sabendo que algumas espécies nos EUA chegaram a 4% da população normal. Cientistas vêm lutando para obter respostas. Alguns estudos afirmam que o declínio pode ser devido a uma combinação de fatores, incluindo doenças, perda de habitat e utilização de produtos químicos tóxicos. Mas cada vez mais novos estudos independentes produzem fortes evidências que os culpados são os agrotóxicos neonicotinóides. A França, Itália, Eslovênia, e até a Alemanha, sede do maior produtor do agrotóxico, a Bayer, baniram alguns destes produtos que matam abelhas. Porém, enquanto isto, a Bayer continua a exportar o seu veneno para o mundo inteiro.

Este debate está esquentando a medida que novos estudos confirmam a dimensão do problema. Se conseguirmos que os governantes europeus e dos EUA assumam medidas, outros países seguirão o exemplo. Não vai ser fácil. Um documento vazado mostra que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA já sabia sobre os perigos do agrotóxico, mas os ignorou. O documento diz que o produto da Bayer é "altamente tóxico" e representa um "grande risco para os insetos não-alvo (abelhas)".

Temos de fazer ouvir as nossas vozes para combater a influência da Bayer sobre governantes e cientistas, tanto nos EUA quanto na UE, onde eles financiam pesquisas e participam de conselhos de políticas agrícolas. Os reais peritos - apicultores e agricultores - querem que estes agrotóxicos letais sejam proibidos, a não ser que hajam evidências sólidas comprovando que eles são seguros. Vamos apoiá-los agora. Assine a petição abaixo e, em seguida, encaminhe este alerta: https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees/?vl ____________________Não podemos mais deixar a nossa cadeia alimentar delicada nas mãos de pesquisas patrocinadas por empresas químicas e os legisladores que eles pagam. Proibir este agrotóxico é um caminho necessário para um mundo mais seguro tanto para nós quanto para as outras espécies com as quais nos preocupamos e que dependem de nós.

Com esperança, Laurabeu.Leia mais:

Itália proibe agrotóxicos neonicotinóides associados à morte de abelhas:
http://www.ecodebate.com.br/2008/09/22/italia-proibe-agrotoxicos-neonicotinoides-associados-a-morte-de-abelhas/

O desaparecimento das abelhas melíferas:
http://www.naturoverda.com.br/site/?p=180

Alemanha proíbe oito pesticidas neonicotinóides em razão da morte maciça de abelhas:
http://www.ecodebate.com.br/2008/08/30/alemanha-proibe-oito-pesticidas-neonicotinoides-em-razao-da-morte-macica-de-abelhas/

Campos silenciosos:
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/campos_silenciosos_imprimir.html

domingo, 9 de janeiro de 2011

Dicas para se planejar para as dívidas e impostos de início de ano

Agora que passou toda a euforia das festas de fim de ano, é hora de pensar nos famigerados impostos do início do ano. Tem IPTU para casa ou apartamento, IPVA do carro, o cartão de crédito que vai vir recheado das compras de Natal... sem contar a compra do material escolar da criançada. Ufa! Haja fôlego! E se você não quiser ir para o vermelho em 2011, é melhor se programar. Quem conseguiu economizar o 13º deve pagar todas as dívidas sem problemas. Já quem não guardou... que se prepare porque é nesse período que o orçamento familiar é bem castigado. Presta a atenção nas dicas para visualizar o tamanho do "estrago":

- Identifique suas dívidas que cobram maiores juros, e esforce-se para pagá-las primeiro. - Proponha um desconto para sua dívida ou parcele o saldo, desde que ele comprometa no máximo 15% da sua renda.
- Só faça uma dívida para pagar outra se a segunda cobrar juros menores.
- Pare de usar cartão e cheque pré-datado.
- Redobre a atenção aos pequenos gastos.
- E, finalmente, organize seus novos gastos em uma planilha. Sobre os impostos

O imposto predial e territorial urbano, o IPTU, e o imposto sobre propriedade de veículos automotores, o IPVA, são as principais despesas que precisamos pagar nesse início de ano. Alguns municípios e estados oferecem descontos ou parcelamentos dos tributos em até dez vezes. A dica é se informar - com as secretarias de fazenda - sobre datas e descontos, que variam de cidade pra cidade.

E as notícias não são muito boas não. O IPTU vai ficar mais caro em 2011. No rio de janeiro, o reajuste será de 5,79% em relação ao cobrado no ano passado. Em São Paulo, o aumento será de 5,5%. Fique atento porque a distribuição dos carnês vai acontecer nesses primeiros meses e quem pagar à vista tem desconto. Mas preste atenção ao conselho dos especialistas: se o desconto for menor que 8%, não compensa se endividar pra quitar de uma vez só.
Nesse caso, parcele e pague com calma durante o ano.

Pra quem tem filhos, as contas não param. A molecada está de férias. Mas daqui a pouco é hora de comprar o material escolar. Mochila, estojo, uniforme, é tanta coisa... Que os pais ficam até perdidos. Mas existem alguns truques pra driblar os altos preços. Os economistas recomendam que os pais se juntem para comprar os livros na própria editora - por exemplo. O resto do material também pode ser comprado por essa "força tarefa" diretamente nas lojas de atacado. As duas opções oferecem descontos bem maiores do que as papelarias e livrarias.

Outras medidas também podem dar uma forcinha na hora de poupar. Soluções práticas - que podemos fazer dentro de casa. Pouca gente sabe, mas quem vai viajar pode economizar muito dinheiro com a suspensão temporária de alguns serviços como a entrega de revistas e jornais, a internet e até a TV por assinatura. Reduzir o consumo de eletricidade também é uma ótima opção. Uma dica simples e eficiente é tirar os equipamentos eletrônicos da tomada. Aquela luz que fica acesa mesmo com o aparelho desligado também gasta energia.E se você não quiser ir pro vermelho em 2011 é melhor se programar. Veja as dicas para ajuda a visualizar o tamanho do estrago. Mais Você Ana Maria Braga IPTU entretenimento impostos e tributos orçamento dinheiro IPVA Rede Globo variedades dívida programas de variedades gastos material escolar