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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Surto de E.coli hemorrágica na Alemanha Legumes crus poderão estar na origem de propagação


Legumes crus, como pepinos e tomates, poderão estar na origem da propagação rápida, na Alemanha, de uma bactéria perigosa, a Escherichia coli enterohemorrágica, que as autoridades de saúde suspeitam de ter causado a morte a quatro pessoas, explica uma notícia difundida pela Lusa que cita agências internacionais.



Segundo um comunicado divulgado pelo ministro da Agricultura alemão, e citado pela agência AFP, "os primeiros resultados das análises levam a crer que o consumo de tomate e pepino crus e saladas está na origem de casos recentes de infecção" com a bactéria Escherichia coli enterohemorrágica.



Ilse Aigner, que tem também a pasta da protecção dos consumidores, considerou "verdadeiramente preocupante" a propagação rápida da bactéria, que causa hemorragias no sistema digestivo e uma lesão renal grave, a síndrome hemolítica urémica (SHU).
As autoridades de saúde já contabilizaram a morte de quatro pessoas infectadas com a bactéria, nas regiões do Norte e Nordeste do país, ainda que a ligação directa entre os óbitos e a bactéria não tenha sido ainda oficialmente estabelecida.



Em apenas 15 dias, a Alemanha registou 140 novos casos de SHU, ou seja, mais do dobro dos verificados no ano passado (65). Dois dos casos foram mortais. A transmissão da bactéria ao homem faz-se pelo consumo de alimentos contaminados, carne crua ou mal cozinhada, saladas, legumes e leite cru (sem ser aquecido a uma temperatura elevada ou submetido a um tratamento equivalente). As autoridades alemãs recomendam a cozedura dos alimentos a 70 graus, pelo menos durante dez minutos, para reduzir os riscos de contaminação.



Os sintomas da SHU caracterizam-se por diarreias, sangue nas fezes, dores de cabeça e de barriga.



ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Infecção por Escherichia coli associada a problemas de saúde a longo prazo Estudo publicado no “British Medical Journal”

As pessoas que contraem gastroenterite através do consumo de água contaminada com Escherichia coli (E. coli) têm um maior risco de desenvolver pressão arterial elevada, problemas renais e doenças cardíacas, posteriormente ao longo da vida, dá nota um estudo publicado no “British Medical Journal”.



Os resultados dão ênfase à importância de garantir uma alimentação e um consumo de água seguros, bem como à necessidade de acompanhamento regular dos que foram afectados. Estima-se que as infecções pela E. coli causem até 120 mil casos de doenças gastrointestinais anualmente nos EUA, resultando em mais de dois mil internamentos e 60 mortes. No entanto, os efeitos da infecção pela E. coli a longo prazo na saúde dos adultos são largamente desconhecidos.



Para aferir essa relação, uma equipa de investigadores da Lawson Health Research Institute e da University of Western Ontario, nos EUA, comparou o risco de hipertensão, insuficiência renal e doença cardiovascular no prazo de oito anos com o facto de se ter contraído a infecção através do consumo de água contaminada.



Para o trabalho foram utilizados dados do Walkerton Health Study, o primeiro a avaliar os riscos para a saúde a longo prazo, após um surto de gastroenterite em Maio de 2000 quando um abastecimento de água municipal daquele estado norte-americano foi contaminado com E. coli O157: H7 e Campylobacter.



Os participantes do estudo foram examinados anualmente e submetidos a exames físicos e laboratoriais para controlar a sua saúde a longo prazo.



Dos 1.977 participantes adultos, 1.067 (54%) apresentaram um quadro de gastroenterite aguda, dos quais 378 procurou ajuda médica. Comparando os participantes que não estavam doentes ou que ficaram apenas levemente doentes durante o surto, os participantes que apresentaram um quadro de gastroenterite aguda tinham uma probabilidade 1,3 vezes maior de desenvolver hipertensão, 3,4 vezes mais riscos de apresentar insuficiência renal e 2,1 vezes mais hipóteses de sofrer um episódio de origem cardiovascular, tais como enfarte agudo do miocárdio ou um acidente vascular cerebral (AVC).



Segundo explicou, em comunicado enviado à imprensa, William Clark, membro da equipa de investigadores, "os nossos resultados sublinham a necessidade de acompanhamento nos casos individuais de intoxicação por E. coli O157: H7 através da alimentação ou do consumo de água para prevenir ou reduzir as lesões vasculares silenciosas e progressivas”.



ALERT Life Sciences Computing, S.A.

sábado, 4 de junho de 2011

Brasil corre risco de 'importar' bactéria E.coli que atinge Europa

Em entrevista à rádio Estadão Espn, o gerente de portos, aeroportos e fronteiras da Anvisa, Paulo Coury, afirmou que se viajantes estiverem com sintomas de contaminação na chegada ao País, serão foco de detecção, principalmente os que tiverem passado pela Alemanha.

'Os viajantes, se estiverem contaminados, e mostrarem sintomas como cólica, diarreia, diarreia com sangue, no trajeto para o Brasil, receberão informação para procurar os serviços de saúde. Obviamente pessoas que estiveram na Alemanha ou no norte da Alemanha, serão o foco da nossa detecção', afirmou Coury.

Segundo o gerente da Anvisa, a bactéria pode ser encontrada em várias partes do mundo, mas a cepa que está causando esse surto na Europa é diferente. 'A principal particularidade dessa cepa é a virulência dela, a velocidade com que ela pode causar danos às pessoas. Na realidade, o que causou essa investigação, é a capacidade dela de causar problemas', explica.

O Ministério da Saúde e a Anvisa divulgaram uma nota sobre o surto por bactéria E. coli ocorrido na Europa. Segundo o texto, até o momento não serão adotadas medidas restritivas pela Anvisa. Para os viajantes com destino à Alemanha, porém, o órgão recomenda que evitem consumir vegetais crus, em especial, pepinos, tomates e alfaces, até que a origem do surto seja confirmada.

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Brasil não importa os três alimentos atualmente indicados como mais prováveis fontes da contaminação. A Anvisa esclareceu que os alimentos em conserva importados da Europa não estão comumente associados a surtos dessa natureza.

A origem do surto ainda não foi confirmada, mas as autoridades brasileiras afirmaram que estão acompanhando as informações em tempo real.

Mais de dez países na Europa registraram casos de contaminação pela bactéria E. coli e nesta sexta-feira a OMS confirmou que a bactéria intestinal pode ser transmitida de pessoa para pessoa, através de sedimentos ou por via oral.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Descubra as substâncias do cigarro que são nocivas à saúde No Dia Mundial sem Tabaco, entenda o papel de cada componente do cigarro no seu organismo



Descubra as substâncias do cigarro que são nocivas à saúde No Dia Mundial sem Tabaco, entenda o papel de cada componente do cigarro no seu organismo
O tabaco é mundialmente conhecido por seus malefícios. Segundo dados do censo 2010 do IBGE, 17,2% da população com idade superior a 15 anos consomem derivados de tabaco. Essa porcentagem equivale a aproximadamente 24,6 milhões de pessoas. Dentre os fumantes, 93% afirmavam saber que o cigarro causava doenças graves.

Mas, afinal, será que nós temos consciência de todos os malefícios que o cigarro pode causar a nossa saúde? E é por isso que hoje, no Dia Mundial sem Tabaco, conversamos com especialistas e descobrimos quais os efeitos devastadores que cada uma das principais substâncias do cigarro pode causar no organismo.Tudo que tem no cigarro faz mal?
Sim, sem qualquer exceção. De acordo com o pneumologista Alberto de Araújo, presidente da comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, não existe nenhum componente no cigarro que não seja nocivo a nossa saúde. "Alguns componentes nós sequer conhecemos".

O médico afirma que já foram identificadas mais de 5 mil substâncias na fumaça do tabaco, dentre elas gases e partículas cancerígenas, agrotóxicos usados durante o plantio da folha de tabaco e que são mantidos no processo de ressecamento para a fabricação do cigarro, dentre outros. Antes de mais nada é preciso entender que não existe limite seguro de consumo do tabaco. "Diferente do álcool, ele não pode ser consumido com moderação", afirma Alberto.

Diferente do álcool, o cigarro não pode ser consumido com moderação

A vilã mais popular
Quando se fala sobre cigarro e seus efeitos nocivos, logo pensamos na nicotina. Embora esteja longe de ser a única vilã presente no tabaco, ela é a principal agente causadora do vício.

Os especialistas afirmam que a nicotina consegue fazer em apenas 10 segundos todo o percurso por nosso corpo: ser inalada e absorvida pelo pulmão, entrar em nossa corrente sanguínea e desencadear um impacto cerebral, liberando substâncias que propiciam uma imensa sensação de prazer. "Essa rapidez de impacto cerebral só é comparada com a cocaína", conta Alberto.
O vício começa justamente quando a nicotina se liga aos receptores do nosso sistema nervoso, desencadeando a liberação de diversas substâncias, como dopamina, que dão a sensação de prazer, melhoram da memória, deixam a pessoa mai alerta, tiram o apetite, entre outros. Esses sintomas são os que a pneumologista Maria Vera Castellano, membro da Sociedade Paulista de Pneumologia, chama de reforço positivo.

Porém, quando o nível de nicotina no sangue cai, isso mais ou menos umas duas horas depois do primeiro cigarro, a pessoa sente falta desse reforço positivo e tem uma crise de abstinência. Os sintomas relacionados à abstinência, ou reforço negativo, são irritação, nervosismo, dor de estômago, insônia e aumento do apetite.

A nicotina consegue fazer em apenas 10 segundos todo o percurso por nosso corpo. Essa rapidez só é comparada com a cocaína.

"A dependência se dá pela alternação do reforço positivo com o negativo", diz a pneumologista. Quando o fumante sofre uma crise de abstinência, procura fumar outro cigarro para sentir novamente o reforço positivo. E assim se inicia o ciclo vicioso.

As doenças relacionadas à nicotina são: aumento do ritmo cardíaco, infarto agudo do miocárdio, derrame cerebral, angina, elevação do colesterol ruim (LDL), menopausa precoce, gastrite, úlcera gástrica, enfisema pulmonar, bronquite crônica, doença obstrutiva arterial periférica, tromboangeite obliterante, obstrução progressiva das artérias que pode culminar em amputação, além dos sintomas agudos como irritações nasais, na garganta e nos olhos, tonturas e dor de cabeça.
Os perigos do alcatrão
Alcatrão é o nome que se dá ao conjunto de substâncias presente no tabaco e que são absorvidas pelo fumante quando ele acende o cigarro. Ele é responsável pelas manchas na pele, nos dentes e dedos do fumante, além de se depositar nos pulmões, deixando-o com uma coloração castanha escura. Segundo a pneumologista Maria Vera Castellano, ele está relacionado diretamente a cânceres no pulmão, bexiga, vias aéreas e brônquios.

Entre os seus compostos são encontrados cerca de 43 substâncias cancerígenas, entre elas:

Benzeno: ele está presente na composição de detergentes e da gasolina, além de ser utilizado como pesticida. "Ao ser inalado, ele é absorvido pelos pulmões, onde provoca danos irreversíveis", diz Alberto. As doenças relacionadas à inalação do benzeno são enfisema pulmonar, asma (até nas crianças e adultos que são vítimas do fumo passivo) e câncer no fígado. "A exposição ao benzeno durante mais de 20 anos pode inclusive provocar leucemia", completa Alberto.

No cigarro também é possível encontrar metais pesados, que são extremamente tóxicos ao nosso organismo.

Polônio: é um elemento radioativo, extremamente prejudicial a nossa saúde. A radiação produzida por esse isótopo, em situações normais, é bloqueada pelas camadas da nossa pele. Porém, quando inalada via fumaça, ela se deposita nas vias aéreas, emitindo radiação às células a sua volta, contaminando-as e causando tumores pulmonares.

Níquel: material usado na produção de aço inoxidável, moedas e pilhas alcalinas. O pneumologista Alberto de Araújo conta que, quando inalado, o níquel deposita-se no fígado, rins, coração, pulmões, ossos e dentes. "Sua inalação provoca alterações no estômago e aumenta as chances de infecções respiratórias e câncer", diz o especialista. Metais Tóxicos
No cigarro também é possível encontrar uma série de metais pesados, que são extremamente tóxicos ao nosso organismo e se depositam principalmente no fígado e rins. "O corpo leva de 10 a 30 anos para conseguir eliminar essas substâncias", diz Alberto. Ele ainda afirma que pessoas com mais de 20 anos de vício podem não conseguir reverter todas as agressões, podendo causar complicações em algum desses órgãos. Dentre os metais pesados presentes no cigarro, os principais são esses:

Arsênio: ele é usado como pesticida durante o plantio do tabaco e não se perde durante a fabricação do cigarro. Uma vez dentro do corpo, ocasiona lesões no fígado, rins, coração, pulmões, ossos e dentes, onde fica armazenado.

Acetato de chumbo: comum em tinturas de cabelo, o acetato de chumbo afeta principalmente os pulmões e rins. "Quando em grandes quantidades, pode incapacitar ou dificultar a ventilação dos pulmões, gerando falta de ar, enfisema e câncer de pulmão",
Gases que matam
A fumaça que o fumante libera na atmosfera ao tragar o cigarro também é um veneno, não só para ele como para as pessoas que estão a sua volta e podem inalá-la. Os principais componentes da fumaça do cigarro e os riscos relacionados a eles são:

Monóxido de carbono: poluente muito comum na atmosfera, em ambiente fechado é o principal gás componente da poluição do tabaco. Os especialistas explicam que o monóxido de carbono, quando inalado, compete com o oxigênio na ligação com a hemoglobina. Ou seja: ele toma o lugar do oxigênio na ligação com nossas células sanguíneas, dificultando o transporte de oxigênio por todo nosso corpo, causando assim dificuldade de respirar. Ao se ligar às nossas hemácias ele também deixa o sangue mais grosso, fazendo com que nosso corpo tenha que produzir mais hemácias para suprir a quantidade parasitada pelo monóxido de carbono. Os cigarros mentolados costumam ser porta para o vício de diversos jovens.

Por deixar nosso sangue mais denso, o monóxido de carbono pode facilitar a formação de plaquetas, que virarão trombos, que poderão obstruir as artérias e dar margem a doenças cardíacas e derrame cerebral. "Inclusive pessoas que não fumam, mas que já apresentam algum problema cardiovascular, podem sofrer de dificuldade respiratória, asma e até ataque cardíaco ao inalar a fumaça do cigarro", conta Alberto.

"Se você tem muito monóxido de carbono no corpo pode ter tontura, diminuição do nível de consciência e desmaios", Cetonas: mais conhecido como removedor de esmaltes em forma de acetona, as cetonas são um produto entorpecente e inflamável.

A inalação das cetonas em pequenas quantidades irrita a garganta e causa tonturas e dores de cabeça. Porém, se inalada em grandes quantidades pode causar uma intoxicação grave e levar a pessoa à morte.

Terebentina: é uma substância tóxica obtida através da extração de resinas de pinheiros. Muito conhecida como diluente e removedor de tintas a óleo. Ao ser inalada provoca irritação nos olhos, vertigem, desmaios e lesões no sistema nervoso, dependendo da quantidade. Cigarros mentolados são mais ou menos vilões?
Os cigarros ditos mentolados são aqueles que possuem sabor, como menta e cravo. Muito popular entre adolescentes por ter um gosto mais doce do que os cigarros normais, os mentolados costumam ser o primeiro cigarro e porta para o vício de diversos jovens.

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade de Medicina e Odontologia de New Jersey, nos Estados Unidos, sugere que os cigarros mentolados fazem com que a pessoa tenha mais dificuldade para largar o vício. E isso se dá justamente por seu gosto refrescante, que mascara o amargo da nicotina e alcatrão.

A pesquisa revela ainda que as pessoas que fumam cigarros mentolados tendem a fumar menos cigarros por dia, porém, tragam mais profundamente, ficando assim expostas às mesmas quantidades de substâncias nocivas. Segundo dados da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o número de marcas de cigarros com sabor já representa 22% dos tipos à venda.Uma pesquisa feita pelo Instituto Nacional de Câncer aponta que 45% dos fumantes de 13 a 15 anos consomem os tais cigarros com sabor.

O presidente da comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia afirma que os aditivos presentes no cigarro mentolado não amenizam o efeito nocivo do tabaco, porém ainda não é possível medir as consequências do consumo desses aditivos. "Não sabemos como esses produtos são adicionados ao tabaco, já que é uma informação confidencial. Por isso é difícil dizer quais são as consequências da ingestão dessas substâncias", afirma. DIGA NÃO A INDÚSTRIA DAS DOENÇAS!!! ++++++++++++++++++++++SAÚDE++++++++++++++++JUÍZO PARA OS NOVATOS!!!

Entenda por que o cigarro vicia Tabagismo é doença e precisa de tratamento


Dependência
Infelizmente, nem sempre o tabagismo foi considerado doença. Foi somente no final dos anos 1980, com a descoberta dos receptores da nicotina no cérebro e seu poder de viciar (maior do que drogas como cocaína e heroína), que a coisa mudou de figura.

Hoje sabe-se que os receptores específicos para a nicotina no cérebro, quando ativados, liberam substâncias que garantem sensação de prazer. É por isso que um cigarrinho já basta para amenizar sintomas de ansiedade e depressão. Diga-se, não à toa tem ganhado muitos adeptos nestes tempos de estresse crônico.
Na busca por essa sensação de bem-estar, a pessoa passa a acender um cigarro atrás do outro, condicionando-se. Nos viciados, deixar de fumar por algumas horas dá uma sensação terrível e um desejo incontrolável de tragar - é a síndrome da abstinência. Quem fuma mais de 15 por dia é considerado grande dependente.

Abstinência de nicotina
Quando as pessoas usam o tabaco de forma regular, o corpo delas desenvolve uma necessidade por nicotina. Se elas não ingerirem a nicotina, elas começam a ter sintomas de abstinência. Esses

sintomas variam de pessoa para pessoa e dependem do quanto de nicotina a pessoa está acostumada a ingerir. Quanto maior a quantidade, mais fortes são os sintomas:

Cansaço
Irritação
Nervosismo
Ansiedade
Tristeza ou depressão
Fome maior do que usual

Pessoas que estejam com abstinência da nicotina podem achar difícil:
Dormir
Lidar com o estresse
Concentrar-se

A abstinência da nicotina começa normalmente 24 depois de a pessoa parar de fumar ou de usar substâncias com tabaco. Os sintomas podem piorar entre 24 e 48 horas depois de a pessoa parar de fumar e podem durar poucos dias ou até quatro semanas. A duração média dos sintomas é de três a quatro semanas. A vontade de fumar e o aumento do apetite podem durar meses. O tratamento para a abstinência inclui remédios, terapia ou grupos de apoio, uma dieta e exercícios regulares.

Fumar para melhorar o humor ou aliviar a tensão
Pergunte a você mesmo algumas questões para descobrir se você fuma para aliviar a tensão, a irritação, o stress ou para melhorar o humor.

Fumar vem à sua cabeça automaticamente quando você está frustrado, tenso, nervoso ou triste?
Fumar lhe acalma quando você está nervoso?
Você fuma mais cigarros quando está nervoso?
Se você já tentou parar de fumar no passado, você sentiu mais a falta do cigarro quando estava em período de maior stress?

O alívio que você sente ao fumar vem do ato de tirar um tempo para fumar e também dos efeitos químicos da nicotina no cérebro. Se você retornar ao ambiente estressante logo depois de acabar o cigarro, a tensão logo voltará e você precisará de outro cigarro. O cigarro, na verdade, não faz a tensão, o stress ou depressão sumirem. A única forma de realmente controlar o stress na sua vida é identificar o que causa o stress e aprender a mudar o jeito que você reage a situações estressantes.

Fumar para controlar o peso
É verdade que a nicotina presente nos produtos de tabaco reduz seu apetite e lhe anima quando você sente que o nível de energia está caindo por causa da fome. Mas esses efeitos não duram e, antes que você espere, já está com fome de novo. Usar o cigarro para manter o peso baixo tem outras desvantagens. Fumar não faz nada por seus músculos. Você pode até perder peso, mas seus não estarão tonificados e você também não terá a energia que vem da combinação de exercícios e alimentação correta. Se você está fumando porque tem medo de ganhar peso quando parar, lembre-se que nem todo mundo engorda quando deixa de fumar.

Sensações que o fumo proporciona
Pense em que momentos do dia o cigarroé necessário:

Depois que os efeitos do café da manhã começam a passar?
Perto das refeições?
Depois de ficar parado por um longo tempo?
Às vezes as pessoas fumam para ganhar concentração ou se manter alertas. A nicotina presente nos produtos de tabaco geralmente é suficiente para despertar seu cérebro, mas não há substituto a uma boa noite de sono, alimentação saudável, exercícios e curtir a vida.

Para se enturmar
Fumar pode ser uma coisa muito importante na sua vida social. Você fuma automaticamente quando está ao lado de alguém que fuma? Algumas pessoas, lugares ou coisas parecem fazer você querer fumar? Seus amigos fumam? Os amigos se importam um com os outros, dão apoio e fazem atividades juntos para confirmar as afinidades que possuem. Mas por que compartilhar uma atividade que coloca sua vida em risco? Se seus amigos fumam, pergunte se eles não querem parar também. Talvez muitos se convençam que seja hora de parar. Um poderá ajudar o outro. Caso eles não queiram, peça que não fumem perto de você, não lhe oferecem cigarros ou não deixem cigarros por perto.

Adolescentes e tabaco
Você pode ter começado a fumar para se adequar a seus amigos. Ou talvez seus pais fumem. Qualquer que seja o motivo que o levou a fumar, há muito mais razões para parar:

Você estará controlando mais sua vida depois que você parar de fumar
Você ficará mais bonito. Seu cabelo, suas roupas e sua respiração ficarão melhores e seu dente ficará mais branco. Adolescentes sempre dizem que preferem namorar ou beijar quem não fuma
Some o quanto você gasta por semana, mês ou ano com cigarros. O que mais você poderá fazer com o dinheiro?
Fumar causa mau-hálito, problemas nos dentes, dores ou manchas na boca
Fumar não é um jeito inteligente de perder peso ou evitar de ganhar peso. Atividade física é uma forma muito melhor de controlar o peso e isso vai dar mais massa muscular. Embora algumas pessoas ganhem peso depois que param de fumar, isso é temporário. Em alguns casos, ocorre até perda de peso porque as pessoas se tornam mais ativas depois que param de fumar
Depois que você pára de fumar, você irá se cansar menos depois das atividades físicas

domingo, 29 de maio de 2011

Abraço gera bem-estar, conforto e ainda combate o estresse O gesto é a maneira mais universal de manifestar apoio e carinho


Está para ser criado gesto tão significativo quanto o abraço. Ao mesmo tempo em que conforta e protege, ele proporciona uma sensação prazerosa a quem envolve e é envolvido. O ato ativa as regiões temporais e frontais do cérebro, que são ligadas ao prazer.

Segundo a neurologista Sonia Brucki, vice-coordenadora do departamento de neurologia cognitiva e do envelhecimento da Associação Brasileira de Neurologia, o abraço faz com que o cérebro libere dopamina e serotonina, hormônios do prazer. "Você estabelece uma empatia com a pessoa, percebe o sentimento dele. Isso dá uma sensação prazerosa", explica. O abraço também é uma ótima alternativa para sanar o grande mal moderno: o estresse. Estudo realizado pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, indica que abraçar diminui os níveis de cortisol e a norepinefrina, hormônios relacionados ao estresse, além de diminuir a pressão sanguínea, o que previne doenças cardíacas. O aumento da taxa de uma substância chamada oxitocina também é notável. Quanto mais oxitocina o cérebro libera, mais a pessoa quer ser tocada e menos estressada ela fica: ou seja, quanto mais abraçada ela é, mais ela deseja ser abraçada.Portanto, embora não combata diretamente as causas do estresse - sejam elas vindas de problemas familiares, do trabalho, entre outras -, o abraço acolhe a pessoa de tal forma que pode melhorar, e muito, a disposição e a maneira de encarar os problemas.

Outro mal da mente a ser tratado com ajuda do abraço é a depressão que, hoje, é a maior causa da diminuição da expectativa de vida do brasileiro, segundo recente estudo publicado pelo periódico Lancet. De acordo com a psicóloga Glauce Assunção, do Hospital São Camilo, o depressivo tende a não ver saídas e, com o abraço, ele pode se sentir acolhido, por causa da boa sensação proporcionada pelo toque. "Mesmo não sendo a cura, esse apoio e amparo são necessários para que o depressivo se sinta seguro. É um reforço ao tratamento", afirma.
Abrace sua família
Glauce afirma, no entanto, que as pessoas se abraçam pouco hoje em dia. O distanciamento não está presente apenas em meios externos, como o escolar ou corporativo, mas também dentro dos lares. Segundo a psicóloga, a raridade do abraço no âmbito familiar causa até estranhamento na criança que, sem o hábito de abraçar, acaba recebendo esse conforto de outra pessoa. O ideal é que as pessoas consigam, em casa, pelo menos um abraço todos os dias. Isso reduz significativamente os atritos na família, como uma bandeira branca. Ela também lembra que o abraço faz com que a criança se sinta protegida e acolhida, sensação mais do que necessária na infância. "O abraço ficou cada vez mais distante. Hoje em dia, as crianças sentem falta disso. O pequeno chega em casa, já vai ao computador, enquanto a mãe vai à cozinha fazer a janta. A criança fica desprotegida", diz Glauce. Abraçar o pequeno o fará uma pessoa mais segura - imagem que ele transmitirá fora de casa.

O gesto também é imprescindível entre o casal. Quando o assunto é envolvimento sentimental, a psicóloga afirma que abraçar é um ato mais forte que beijar. "Ele reforça os relacionamentos, reduz as diferenças. O abraço acalma e é mais significativo que um beijo na boca ou no rosto."Melhore o dia de alguém ...Para melhorar o dia de uma pessoa, não é necessário muito esforço, apenas um abraço. Faça o teste: experimente abraçar alguém que você tenha algum carinho e perceba como o sorriso dessa pessoa muda. Ela se sentirá importante, protegida e com mais disposição. "Quem abraça é capaz de sentir o outro, combate suas tristezas, incertezas. Você sustenta as lágrimas da pessoa, lhe dá sensação de conforto",No entanto, nem pense em sair abraçando qualquer um. Abraçar por abraçar, sem intimidade real, pode causar efeitos contrários. "Se for forçado, você não se sentirá bem porque, quando você abraça, você recebe de volta, esse toque é mútuo. Não adianta dar algo falso",um abraço pra vcssssssssssss. beijinhos no coração.

domingo, 22 de maio de 2011

A vida sem sacolas plásticas

A lei que proíbe a distribuição e a venda de sacolas plásticas no comércio de São Paulo, aprovada pela Câmara Municipal na semana passada e logo sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (PSB), pôs os consumidores em uma encruzilhada. Se por um lado a retirada de circulação das sacolas traz benefícios, como a redução dos entupimentos em bueiros e do plástico descartado no ambiente, por outro impõe ao paulistano dilemas cotidianos. Como transportar as compras? E se não houver uma sacola retornável à mão? E o lixo doméstico, como descartar?Para Eduardo Jorge, secretário do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, é questão de hábito. 'O que está sendo questionado com a lei é o uso excessivo das sacolas descartáveis. As cidades que já adotaram leis semelhantes, como Jundiaí e Belo Horizonte, mostram que o comércio soube se adaptar e a população aceitou a medida' diz Jorge.

Grandes redes do varejo se preparam para atender ao consumidor. No Grupo Pão de Açúcar, que engloba as redes Extra e CompreBem, os consumidores poderão adquirir sacolas retornáveis - os preços variam de R$ 2,99 a R$ 9,90 - ou solicitar aos funcionários caixas de papelão para transportar as compras.Ligia Korkes, gerente de sustentabilidade do grupo, diz que a demanda por caixas de papelão gratuitas pode ser maior que a quantidade de embalagens disponíveis. 'Pode faltar caixa e vamos avisar os consumidores.'

Fora da capital, a rede também venderá sacolas biodegradáveis, feitas com amido de milho, a R$ 0,20 a unidade. Mais rígida, a lei paulistana não permite a comercialização de nenhum tipo de sacola plástica.Experiências. Nove meses após o acordo com os supermercados que previa a extinção das sacolinhas plásticas, Jundiaí comemora a redução do envio para o aterro sanitário de 80 toneladas de plástico por mês, o que representa 720 toneladas no período. Os cálculos são da Associação Paulista de Supermercados. A adesão foi de 99% dos supermercados, que deixaram de distribuir 176 milhões de sacolas.

Agora, a cidade se prepara para estender a restrição à distribuição das sacolas para outros segmentos do comércio. Pesquisas locais apontam que 75% da população aprovou a medida.

No Estado do Rio, a legislação que estimula a redução do uso de sacolas plásticas, fiscalizada desde julho de 2010, não atingiu a eficácia esperada entre os consumidores, de acordo com balanço da Secretaria do Meio Ambiente. Cerca de 70% das lojas de grande porte cumprem a lei, mas a maior parte dos estabelecimentos deixa de oferecer o desconto de R$ 0,03 a cada cinco itens a quem não utilizar as embalagens.

Mais branda que a lei paulistana, pois apenas estimula a substituição de sacolas comuns por embalagens reutilizáveis, o texto aprovado na Assembleia Legislativa do Rio em 2009 obriga os estabelecimentos a oferecer os descontos, vender embalagens mais resistentes e estabelece a troca de 50 sacolas plásticas por 1 kg de arroz ou feijão.'Houve redução significativa do número de sacolas plásticas utilizadas, mas esperamos mais. A eficácia da lei poderia ser maior se a população se conscientizasse e exigisse o desconto em vez de utilizar a embalagem comum', diz José Padrone, da coordenadoria de combate a crimes ambientais da Secretaria do Ambiente. / COLABORARAM BRUNO BOGHOSSIAN e ROSE MARY DE SOUZA, ESPECIAL PARA O ESTADO

Perguntas e respostas

1. Como transportar as compras, já que as sacolas plásticas agora estão proibidas em São Paulo?

Antes de ir às compras, consumidor terá de se programar e levar uma sacola retornável, que pode ser feita de lona, plástico, tecido ou qualquer outro material. Outra opção será levar um carrinho de feira; carregar uma mochila para transportar as compras ou pedir, nos supermercados, que as compras sejam acondicionadas em caixas de papelão. Se estiver de carro, o consumidor pode levar os itens até o porta-malas do veículo no próprio carrinho do supermercado.2. E se o consumidor estiver desprevenido, sem uma sacola retornável à mão?

Nesse ponto, a lei aprovada em São Paulo restringe as opções dos consumidores, que não poderão comprar sacolas descartáveis, como ocorre em outras cidades. A opção será comprar uma sacola retornável (há modelos a partir de R$ 2,99 nas lojas do Pão de Açúcar, por exemplo), pedir a caixa de papelão ou transportar os itens na própria bolsa ou mochila que estiver carregando.

3. A restrição às sacolas plásticas é válida também para feiras livres?

Alimentos vendidos a granel, como é o caso de hortifrútis comercializados em feiras livres e supermercados, poderão continuar sendo embalados em sacos plásticos descartáveis. O mesmo vale para alimentos que podem verter água - como carnes, peixes, laticínios -, que podem ser embalados com sacolas descartáveis.

4. A lei proíbe também sacolas descartáveis de papel?

Não, a lei aprovada em São Paulo proíbe sacolas de plástico. Não há qualquer restrição em relação às sacolas de papel, mesmo que sejam descartáveis.

5.Quando a lei passa a valer?A legislação foi publicada no Diário Oficial em 18 de maio, então ela já está vigorando. No entanto, a lei ainda precisa ser regulamentada, o que deverá ser feito até 31 de dezembro pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente de São Paulo. O comércio se prepara para banir as sacolas plásticas somente a partir do dia 1.º de janeiro de 2012.

6. A restrição às sacolas plásticas valem só para os supermercados ou contempla outros tipos de estabelecimento comercial?

A restrição vale para todo tipo de comércio - shopping centers, farmácias, lojas de roupas e calçados, etc. Lojas do comércio popular, como as da Rua 25 de Março, já estão discutindo qual solução será dada aos consumidores: só nas 3,5 mil lojas da região, estima-se que sejam utilizadas 250 mil sacolas/dia. Esses estabelecimentos poderão continuar oferecendo sacolas de papel, ou poderão oferecer sacolas reutilizáveis para venda.

7.Pesquisas apontam que 100% dos consumidores utilizam as sacolas plásticas descartáveis para colocar o lixo doméstico. Com a proibição, quais são as alternativas?

Os consumidores terão de comprar sacos específicos para descartar o lixo. Esses sacos são encontrados em supermercados e são mais resistentes, além de serem, na maior parte das vezes, feitos com plástico já reciclado. Já existem opções de sacos para acomodar o lixo feitos de plástico de matérias-primas renováveis. A empresa Embalixo, de Campinas (SP), está produzindo sacos plásticos de cana-de-açúcar para embalar o lixo. A vantagem ambiental, explica o diretor da empresa, Rafael Costa, é que, diferente do petróleo, o material absorve CO2 da atmosfera. Sai por R$ 0,14 a unidade.Outra opção será utilizar os sacos plásticos que continuarão a ser distribuídos (como os usados para embalar alimentos a granel ou que podem verter água) para dispor o lixo produzido em casa. Há ainda consumidores que estão usando jornal velho, dobrado em uma espécie de origami, para acomodar o lixo da pia da cozinha e do banheiro.

8.Qual o custo do saco de lixo?

Cálculos feitos pelo Sindicato dos Trabalhadores Químicos e Plásticos de São Paulo e Região apontam que, com a compra dos sacos de lixo, o consumidor terá um gasto mensal extra da ordem de R$ 11.

9. Quais impactos ao meio ambiente as sacolas descartáveis podem trazer?

Feitas de petróleo, as sacolas plásticas descartáveis podem demorar até 400 anos para se decompor no meio ambiente. Descartadas de forma incorreta pela população, entopem bueiros nas ruas e prejudicam a drenagem urbana. Podem ainda acabar em rios, lagos e mares, prejudicando a vida aquática. Peixes, aves, tartarugas e baleias morrem ao ingerir as sacolas por engano. A extração e o refino do petróleo utilizado para fabricar as sacolas descartáveis também são emissores de gases de efeito estufa, que agravam o aquecimento global.10. De que modo a proibição pode ajudar a diminuir esse impacto? É realmente necessário banir as sacolas ou uma ampla campanha de conscientização resolveria o problema?

Só na cidade de São Paulo, estima-se que sejam usadas 650 milhões de sacolas/mês. No Estado são 2,5 bilhões/mês. Esse volume deixará de ser descartado incorretamente na cidade e reduzirá o volume de lixo que vai para aterros. Na avaliação do Instituto Akatu, ONG que incentiva o consumo consciente, as duas medidas devem caminhar juntas. 'A criação da lei aliada à veiculação de uma campanha tem importância política: o cidadão percebe que tem obrigações, mas não está sozinho. As empresas e o governo também as têm' diz a ONG, em nota.

PARA ENTENDER-Diferentes tipos de plástico no mercado

Reciclado: Fabricado com plásticos usados e descartados. A maioria dos sacos pretos de lixo é desse material.

Plástico de cana: O 'plástico verde', feito de cana-de-açúcar, foi desenvolvido no Brasil pela petroquímica Braskem. Embora de matéria-prima renovável - ajuda a absorver carbono da atmosfera no processo de produção -, leva o mesmo tempo para se decompor que o plástico feito de petróleo.

Biodegradável ou bioplástico: Feito com matéria-prima renovável, como milho ou mandioca, decompõe-se mais rapidamente na natureza. Em até seis meses, esse tipo plástico é decomposto. Outra vantagem da matéria-prima de origem vegetal é a substituição do petróleo, que produz mais gases de efeito estufa em sua extração e refino.

Oxibiodegradável: Bastante difundido no comércio brasileiro, esse tipo de plástico é feito de petróleo e recebe um aditivo químico que acelera o processo de degradação das moléculas: o plástico pode se desfazer em 18 meses. Mas as substâncias químicas persistem no solo e na água.