
Considerados vilões até bem pouco tempo atrás, o chocolate e o ovo saem da berlinda. Se consumidos com moderação, eles definitivamente não causam danos à saúde, e a cada dia se comprovam mais benefícios em adicioná-los à dieta. O doce, assim como o ovo, é calórico, mas ainda não está comprovada sua relação com o aparecimento de acne. O que é preciso lembrar, segundo a nutricionista e pesquisadora do Instituto do Coração (Incor) de São Paulo, Fernanda Reis de Azevedo, é que além de substâncias benéficas para o coração, os polifenóis, o chocolate possui gordura saturada.
Não existe consenso, mas acredita-se que seis gramas diários da versão amarga já sejam suficientes para melhorar a saúde, ainda que alguns estudos sugiram até 30g. Seria necessário o triplo da quantidade de chocolate ao leite para se obter os mesmos benefícios. Mas aí seriam triplicadas também as doses de gordura, açúcar e calorias. Quanto mais amargo, maior a concentração de polifenóis flavonoides, substâncias antioxidantes do cacau responsáveis pela proteção contra doenças----------Pesquisas comprovam que os flavonoides aumentam a elasticidade dos vasos sanguíneos por incentivarem a produção do óxido nítrico, um vasodilatador natural. O endotélio, a camada interna das artérias, fica mais flexível com a ingestão diária destas substâncias. Assim, o fluxo sanguíneo exerce menos força sobre as paredes vasculares que estão relaxadas, reduzindo a pressão arterial em até dois milímetros de mercúrio. Os antioxidantes, além de promoverem dilatação dos vasos sanguíneos, reduzem a inflamação causada pelos radicais livres, que podem financiar problemas cardíacos e de envelhecimento.
Ovo no prato
Tudo começou nos anos 1960, com a descoberta de que altas taxas de colesterol no sangue eram sinal de mais chances de problemas cardíacos. Como o ovo é recheado desta gordura, o mais simples era condená-lo. ?Hoje se sabe que o principal responsável pelo aumento do colesterol no sangue não é o colesterol ingerido através dos alimentos?, diz Fernanda. Descobriu-se que apenas uma pequena parcela do colesterol sanguíneo provém da dieta, a maior parte é produzida pelo próprio organismo. Isso fez com que, nos anos 1990, a American Heart Association (Associação americana do coração) revisasse suas influentes diretrizes dietéticas. Rico em proteínas, o alimento contém todos os aminoácidos essenciais e quase todos os nutrientes estão concentrados na gema, justamente a parte mais rica em colesterol.
Além de gordura, a parte amarela é fonte de ferro e também tem altas doses de colina, nutriente importante para o desenvolvimento fetal, além de proteger o cérebro e a memória. Um ovo supre 22,7% das nossas necessidades diárias desta substância. Outro benefício seria a presença de ácido fólico encontrado, mais uma vez, na gema. Junto com outras vitaminas, este nutriente já se mostrou capaz de reduzir os níveis sanguíneos de homocisteína (aminoácido que aumenta o risco de coágulos e bloqueio das artérias), vilã do coração.Outro estudo da Universidade Estadual de Kansas, nos Estados Unidos, sugere também a presença de uma substância chamada fosfolipídeo, ou lecitina. Ela seria responsável por interferir na absorção do colesterol e impedir que fosse captado pelo intestino, a partir de onde, naturalmente, iria para a corrente sanguínea.
É como se o ovo já proporcionasse um antídoto natural para evitar que os níveis de colesterol, de qual é fonte bastante rica, aumentem demais no organismo.
Oi flor,td bem ???
ResponderExcluirRealmente são beneficos,mas devem ser consumido em pouca quantidade.
Bjuuus
Já tem um tempinho que eu havia lido sobre esses dois alimentos e que dizia que seriam considerados vilões sem ser. Como diz o ditado popular, (levam fama sem proveito). É claro que tudo em excesso é demais.
ResponderExcluirAbraço
Houve uma época q eu comia de três a quatro ovos semanalmente. De uns tempos pra cá, diminui o consumo, mas não foi por precaução, devido minha idade... nada disso. Sei q gosto muito de ovo, mais até do q carne.
ResponderExcluirQuanto ao chocolate, até hoje não conheci quem não gostasse.