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domingo, 22 de agosto de 2010

PÊLO CURTO BRASILEIRO .nossa raça brasileira com muito orgulho.










O gato nacional precisa de uma força para expandir a sua criação no Brasil e ocupar um bom espaço no mundo. Vamos participar?
Depois de o nosso gato de rua ter sido reconhecido, em 1988, como Pêlo Curto Brasileiro pela Federação Brasileira do Gato e de ser registrado internacionalmente, desde 1998, como Brazilian Shorthair pela World Cat Federation (WCF), precisa agora de mais gente trabalhando por ele.

Boas características para a expansão não lhe faltam.

Se em nosso país ele é um gato comum, visto na rua e em lares, no exterior o Pêlo Curto Brasileiro é uma raridade. E o melhor de tudo: conquista apreciadores.

Muita gente que toma conhecimento dele elogia a interatividade e a sociabilidade, qualidades das mais valorizadas nos pets modernos.

São destacados também a esperteza, o equilíbrio das formas evocando um gato de origem natural, bem como a praticidade dos cuidados proporcionada por sua pelagem curta, que necessita de pouca escovação, e pela saúde resistente.O principal esforço da criação pioneira é fixar nos gatos as características físicas ideais descritas no padrão oficial.
Para incorporar um exemplar de rua ao programa de criação do Pêlo Curto Brasileiro é preciso, antes de mais nada, procurá-lo cuidadosamente.
Apenas a minoria dos exemplares que vivem soltos reúne as qualidades desejadas, tais como orelhas bem em pé, pêlo rente ao corpo, cara comprida e rabo fino e longo.
"Nas ruas da cidade do Rio de Janeiro, onde gatos de várias raças convivem com o nosso tradicional vira-lata há décadas, só um em cada 20 exemplares tem as características procuradas," Já em regiões onde a presença de gatos de origem estrangeira é menor, como no Nordeste e no Norte do país, a pureza racial do gato de rua aumenta.
"Acredito que nos arredores de Salvador um ou dois gatos de rua, entre cada dez, tenham qualidade para serem aproveitados na criação oficial", calcula Rodrigo Araújo, diretor genealógico da Confederação Nacional dos Criadores de Gatos, de Salvador, associada à WCF. Obtido o bom exemplar, é preciso que seja levado a uma exposição e avaliado por um ou dois juízes, dependendo do regulamento da confederação.
Só depois disso, o exemplar poderá receber registro inicial (o registro definitivo só é dado a ninhada com três gerações seguidas, cada qual com pelo menos um dos pais com registro definitivo)
"Quando se começa a aproveitar um gato sem pedigree na criação, convém acasalá-lo com um de seus filhos ou acasalar dois dos filhos dele para saber se carregam ou não genes de outras raças",Se nascerem gatinhos com marcação típica do Siamês ou com pêlos semilongos, herança de raças peludas, o reprodutor é tirado do programa de criação para não prejudicar futuras gerações", conta Sylvia.
Deixar de aproveitar exemplares que transmitem genes de mestiçagem, depois de ter sido investido tempo e dinheiro neles, exige paciência e perseverança dos criadores pioneiros.
É preciso também estar financeiramente pronto para bancar a criação de Pêlo Curto Brasileiro nessa etapa.
Não é fácil conseguir compradores para os filhotes cuja aparência é uma réplica dos gatos de rua, tão fartamente encontrados de graça, para adoção.
"Como é raro alguém se dispor a pagar por um Pêlo Curto Brasileiro com pedigree, o criador não consegue cobrir os custos de criação com seu trabalho", SER PÊLO CURTO BRASILEIRO É... Surpreender pela esperteza
O Pêlo Curto Brasileiro é hábil para resolver problemas como abrir portas para ir aonde quer.
"É incrível a facilidade desse gato para abrir portas, armários da cozinha, microondas e porta do box do chuveiro", descreve a criadora Donna Anthony.
"Tivemos de trocar as maçanetas de casa por outras ovaladas, que não abrissem quando nossos Pêlos Curtos Brasileiros se pendurassem nelas e as empurrassem com as patinhas de trás contra o batente da porta", conta a criadora Sylvia Roriz. "Eles adoram ligar o telefone pisando na tecla e escutar os recados da secretária eletrônica, o que fazem atentamente", acrescenta ela.
Adorar a atividade e a brincadeira
Cheio de energia, o Pêlo Curto Brasileiro é um gato que não perde oportunidades para brincar, correr, escalar.
"Não sossega, parece movido a pilha", compara a criadora Zilda Magalhães. Inventa brincadeiras como pular e logo atende a convites para correr atrás de bolinhas, por exemplo.
"Quando brinco de buscar e trazer, dá a impressão de que não se cansam", diz Donna.
"Basta haver gente por perto para ficarem 80% do tempo acordados e qualquer objeto que encontram é estímulo para a brincadeira", ressalta a criadora Jurema Rodrigues Cebrian.
Ser afetuoso e companheiro
O Pêlo Curto Brasileiro dedica grande atenção e afeto aos donos.
Quando eles chegam em casa, é comum serem recepcionados com ronrons e enroscos nas pernas. "Aonde vou meus gatos vão junto", descreve Zilda.
"Se você for possuído por um Pêlo Curto Brasileiro, nunca ficará sozinho", reforça Donna.
Se dar bem com crianças:
Brincalhão e cheio de energia, o Pêlo Curto Brasileiro é um ser compatível com garotada.
"Tem disposição para agüentar o pique de mil crianças juntas", enfatiza Zilda.
"O Pêlo Curto Brasileiro agüenta as brincadeiras dos pequenos sem se irritar", garante Sylvia. "Em casos de brincadeiras mais brutas, alguns exemplares chegam a se mostrar hostis, mas nem todos - os mais dóceis são os exemplares com várias gerações de criação selecionada", diz Jurema.



Aceitar outros animais
No que depender do Pêlo Curto Brasileiro, o convívio com outros animais é bom.
"Os meus cinco Pêlos Curtos Brasileiros são muito enturmados, inclusive com o meu Bengal e o meu Manx e, em geral, amam os cães que nos visitam", resume Donna.
Para os animais serem sociáveis, vale sempre o princípio de que se deve praticar desde filhotes.
Ficar sozinho sem reclamar
Ele costuma se virar bem sozinho, arranjando maneiras de se distrair e brincar ou simplesmente dormindo.
"É só deixar comida, água fresca e brinquedinhos - pronto: o Pêlo Curto Brasileiro dá um jeito de se distrair e ficar numa boa enquanto não houver ninguém em casa", diz Zilda.
Mas quando há alguém por perto, seja pessoa ou animal, a preferência é clara.
"Se você deixar o Pêlo Curto Brasileiro fechado num cômodo enquanto estiver em outra área, vai ouvi-lo chamar para ir junto", avisa Donna.
Ser fácil de cuidar
Uma escovadela semanal para retirar pêlos mortos basta para manter a pelagem do Pêlo Curto Brasileiro bonita e saudável, concordam todos os consultores.
Por ser um gato geralmente saudável, não costuma necessitar de cuidados especiais.
Comunicar-se com clareza
A voz do Pêlo Curto Brasileiro costuma ser doce e suave no convívio diário, a não ser que ele tenha um pedido a fazer e que não seja atendido.
"Ele começa a miar insistentemente até você fazer o que ele quer, seja dar comida ou carinho", entrega Jurema.
"Quando ele desejar alguma coisa, você logo ficará sabendo", concorda Donna.


Ser bastante receptivo a estranhos
Diante da proximidade com pessoas desconhecidas, alguns Pêlos Curtos Brasileiros são mais temerosos que outros.
Mas, passado o primeiro momento, a sociabilidade da raça tende a prevalecer.
É claro que a atitude vai depender também de quanto o gato foi habituado ao convívio desde filhote e de como o desconhecido age com o gato.
"Meus Pêlos Curtos Brasileiros são curiosos e vão logo ver quem é: cheiram a pessoa e, se bem recebidos, até pulam no colo sem cerimônia", exemplifica Zilda.

Canin Feline Nutrition, comercializado em pet shops, clínicas veterinárias e agropecuárias. "Fizemos milhares de máscaras das raças Pêlo Curto Brasileiro, Persa e Oriental; os estoques terminaram rapidamente e a raça genuinamente brasileira obteve grande preferência", comenta a médica-veterinária Carolina Galli, gerente de produtos para gatos, da empresa.
No exterior, o Brazilian Shorthair vai sendo cada vez mais conhecido com o esforço de divulgação realizado pela Brazilian Shorthair International Cat Society, entidade com sede em Nova York, criada especialmente para esse fim, fundada pelo idealizador e concretizador do reconhecimento oficial da raça, Paulo Ruschi.
"Já fiz cerca de 15 palestras, desde em reuniões com criadores em exposições até em assembléias gerais da WCF sobre o Brazilian Shorthair, em países aonde fui julgar", conta Paulo Ruschi.

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